Mas eu até gosto que o Semi-Deus ralhe comigo. É porque sei que o faz porque gosta de mim, se preocupa comigo e quer o meu melhor (e o do nosso bebé).
Mas eu até gosto que o Semi-Deus ralhe comigo. É porque sei que o faz porque gosta de mim, se preocupa comigo e quer o meu melhor (e o do nosso bebé).
Da lista de coisinhas a comprar para Petit Me já foi tudo riscado (excepto a cama de grades e outras componentes acessórias, que fica para uma segunda fase). E arrumado (pelo menos temporariamente, à espera do momento em que sejam necessárias e tenham de ser colocadas mais à mão). E a mala para a maternidade com as coisinhas de Petit Me está feita. E o saquinho com a primeira roupinha também (diz que agora as maternidades só deixam entrar isto, mais uma chanata para a mãe e uma cuequita e tal, e o resto só depois de acomodação garantida em enfermaria). E as coisas para eu levar estão quase todas separadas (excepto uma coisa ou outra de última hora). Mas não estão na mala, porque o raio da mala cheira a mofo que tresanda de estar na arrecadação. E eu queria pô-la a apanhar ar e sol. Mas agora o sol foi-se. E diz que vem aí chuva.
E eu tenho de começar a orientar a cabeça e a pensar em que altura será aconselhado vir para casa. Mas ainda não sei. Sei que devia vir cedo q.b., especialmente por causa das dores no lombo e ciática. Mas sei que não tenho paciência para estar demasiado tempo em casa, sozinha, de papo para o ar.
Porque sei que a coisa tem graça durante uns dias, a malta pensa que é agora que vai ler todos os livros e ver todos os filmes e séries, só saíndo do sofá para comer e um xixi ocasional. Mas eu sei que depois começo a rodar a cabeça, a olhar para tectos, e paredes, e móveis, e chão e me começam a dar os chiliques e a pensar que se calhar podia ir limpar qualquer coisinha, ou arrumar qualquer coisinha, ou assim.
E depois sei que não devo. E o Semi-Deus depois ralha-me e eu sou muito delicodoce.
Mas, pronto, estou em crer que se me há-de ocorrer a altura certa.
Então, mas agora só convidam comentadores que enchem a boca para dizer "Pugramas"?
Para ir falar na "tuvisão"?
E depois eu tenho de estar no "sófá" a ouvir disto?
"Tá a vereeeee?"
Pois, no próximo fim-de-semana vou estar de papo para o ar, qual dondoca. O Semi-Deus lá me conseguiu convencer que está na hora de me deixar das lides domésticas mais pesadas, que depois me deixam derreada durante vários dias.
Pois, então, irá lá uma moçoila (que por acaso é amiga da minha mãe) para nos limpar o estaminé e engomar a pilha de roupa. E eu gosto muito dela, é muito boa pessoa e é muito focada e despachada a fazer o seu trabalho, mas fá-lo bem. Impressiona-me a velocidade a que ela despacha uma pilha de roupa e como fica tudo tão melhor do que quando feito por mim.
Pois que sou muito orgulhosa, e gosto de ser eu a fazer as coisas. Já não é a primeira vez que recorro a ela (em alturas mais complicadas), mas fico sempre com a sensação de que deveria ser eu a tratar das minhas coisas e até me sinto assim, vá, fraca quando assumo que preciso de ajuda. Porque assim me sinto menos útil.
Pois que assim não vou ter grandes desculpas para não me agarrar à matéria de uma disciplina para a qual ainda me falta fazer o exame (sendo que estou muito motivada porque é deveras interessante...).
Pois que assim, se calhar, me sobra algum tempo para experimentar fazer mais um bolo com courgette que vi esta semana aqui, e me deixou com água na boca, e levá-lo como sobremesa para o almoço em casa dos meus pais (e assim, mando-lhe só uma bicada, mas depois ele deixa de estar em cima do balcão da cozinha a chamar-me).
Pois...
Depois de muito ver e ponderar se iria gostar, ontem cheguei a casa e decidi que o meu jantar não seria nem carne, nem peixe, nem vegetais, nem sopa, nem salada, nem ovos. Não me apetecia nada de convencional. Apetecia-me apenas algo leve e reconfortante. Tinha flocos de aveia em casa (aos quais não tinha dado uso) e fui espreitar esta receita e decidi fazer isto para mim. A fruta que escolhi para acompanhar foi banana, cortada em rodelas, e polvilhei com canela. Soube-me pela vida. Gostei e fiquei bem a seguir, sem sensações de enfartamento e azia. Acho que é algo deste género que vou repetir durante algumas noites, para variar, e para ver se a azia me deixa em paz. Irei alternando as frutas, mas manterei a base dos flocos de aveia (que decidi levar ao lume apenas com leite, em vez de água, já que na embalagem indicava que podia ser com um ou outro).
Ontem passei por uma paragem de autocarro onde estava sentado um senhor, com uns aparentes 50 e poucos anos, que tentava ler o conteúdo de um documento com uma lupa. Uma enorme lupa, digna de um bom detective. Se calhar saiu-lhe muito mais barata a lupa do que pagar uma consulta de oftalmologia e comprar uns óculos com graduação adequada. Achei triste, muito triste!
Mas depois há Presidentes da República que se queixam de não receberem suficientes milhares de Euros para fazer face às suas despesas.
A mim assusta-me o facto de as dificuldades financeiras das pessoas as impedirem de aceder a cuidados básicos de saúde, ou cuidados específicos consoante a necessidade, ou medicação, ou terem de optar entre levar ou não os seus filhos a um médico especialista ou sequer a vaciná-los, porque ainda há vacinas que têm de ser pagas e não são nada baratas...
Segurança na recepção de um edifício.
E não pela minha estatura de meio bilhete, pulsos finos e fraqueza muscular.
Mas enerva-me muito o bater de portas. E a maioria das pessoas, entram e saem dos edifícios e são incapazes de segurar o raio das portas para que estas não batam. E eu acho uma falta de respeito para com uma pessoa que está ali o dia todo a ouvir bater a porta.
E muitas vezes também largam a porta nas fuças da pessoa que vem atrás. E não é bonito (gosto muito quando me fazem isso...fico cheia de vontade de aviar uma canelada ou passar uma rasteira).
E outras vezes, acham por bem que quem vem à frente lhes fique a segurar a porta, não para que segurem a seguir para o próximo, mas para passarem muito sorrateiramente, como se a porta não existisse e a totó que segura a porta também não. É porque assim, também não precisam de dizer "obrigado/a". Ora essa, foi um favor, por quem sois?
E se fosse segurança, ia ter muitos fanicos com as portas, e depois ia querer implementar políticas de civismo ou desatar ao estalo aos malcriadões. E isso se calhar não terminava muito bem...
http://tv.sapo.pt/novidades/artigo/sherl
Porque francamente, me ia dando um colapso quando percebi que a primeira temporada era assim uma cena piloto com poucos episódios e, quando eu andava nos píncaros com a série, aquilo evaporou-se.
E agora, já que vai haver a 3ª temporada, quero ver a 2ª, sim? Agradecida.
Porque me irritam os deadlines? Porque normalmente, entrego o que é pedido a tempo e horas e depois é tudo tão urgente e importante, mas depois de entregue não há respostas.
Globalização é o Semi-Deus ter há vários dias uma frase no Messenger com uns caracteres bonitos e eu nem saber se aquilo é chinês ou japonês, quanto mais saber o que aquilo quer dizer. Mas é decorativo. Espero é que não seja nada porcalhão, senão tenho de lhe bater...