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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Será que este ano como castanhas assadas?

Não é nada normal este calor numa altura destas. Ontem tive um jantar do meu ginásio e fui com o Semi-Deus. Vesti uma túnica com manga cava. Jantámos na esplanada. Quando saímos do restaurante era uma da manhã. Estava um bafo que não se podia andar na rua. Não tivemos noites assim no Verão. Nós gostamos de dias de sol, mas este calor é muito fora de época. E por muito que eu não goste de dias de chuva começo a olhar em volta e a ver tudo tão seco e triste que fico preocupada. Não estamos bem com as cores do Outono. Estamos mais com as cores de uma seara alentejana no pico do verão com 45 graus à sombra... E o vento que está hoje também é estranho...

Coisas que o Marcos diz

O Marcos começou a praticar kempo (uma variação de karaté).

Na sexta-feira disse-nos que precisava de ter um fato de kempo, como o do professor.

Que era para fazer o barulho que o professor faz quando faz os movimentos.

 

Diz o pai

"Ah, já percebi o que tu queres? Queres é que o fato faça barulho quando te mexes! Para isso o fato tem de ter goma"

 

Diz o Marcos

 

"Não, eu não quero um fato cheio de gomas, só quero um fato que faça barulho!"

 

:):):)

Desabafo...

Uma pessoa volta a cortar o cabelo curto.

 

Maioria dos comentários "mas o que é que te passou pela cabeça" (uma tesoura?), "mas porque é que fizeste isso?", "que grande maluca", "vais deixar crescer de novo não vais?"

 

Uma pessoa decide arranjar um segundo cão, numa decisão ponderada, porque queriamos ter uma dupla e queriamos arranjar uma companhia para a Zoe.

 

A maioria das pessoas felizmente derrete-se com as fotos da bebé e o resto não interessa. Interessa é que esteja bem e que continue bem. Poucas pessoas disseram que foi uma excelente ideia finalmente arranjarmos uma companhia para a Zoe.

 

Algumas pessoas fazem comentários tipo "grande maluca", "mas que raio de ideia foi essa?", "realmente, outro cão? não tinham mais onde gastar dinheiro?", "mas é para te roer o resto da casa?".

 

Eu sei, tenho de aprender a borrifar-me bem para o que os outros acham. E é isso que vou fazer aqui mesmo!

 

Pessoas, eu tenho 40 anos, quase 41, ainda tenho cérebro, portanto sou maior de idade e vacinada e tomo as decisões que achar por bem. E faço o que quiser para me sentir bem comigo própria. Que eu saiba são coisas que não fazem mal a ninguém.

 

Estou na minha, a curtir a minha cena, não faço mal a ninguém pessoas...

 

Este estigma do cabelo curto foi o que há coisa de ano e meio me fez pensar em deixar crescer de novo o cabelo. Para depois perceber que era uma estupidez, porque o meu cabelo já não é o que era e a coisa estava a correr mal. Além de que me sentia feia. Conseguem perceber isso? Sentia-me feia e diferente do que queria ser sem o cabelo curto. 

Por isso voltei a cortar e até que um dia me volte a apetecer deixar crescer ou pintar de azul ou cor de rosa é lá comigo. Por muito que achem que uma mulher tem obrigatoriamente de ter o cabelo comprido. 

Não sou lésbica, não vou à tropa, não tenho cancro (pelo menos que saiba). Apetece-me usar o cabelo curto. Gosto de mim assim.

 

Em relação à cachorrinha, também foi uma decisão ponderada e portanto, não foi como ir ali abaixo comprar um gelado, nem passei numa montra e vi uma coisa gira e decidi comprar.

 

Aliás, malta que critica, nunca fizeram um disparate? Nunca foram "malucas"? Se não foram deviam!

Às vezes apetece-me um gelado, um chocolate, uma bebida alcoólica. Apetece-me fazer uma maluqueira, como a toda a gente. Mas não é porque as pessoas têm os seus padrões e os seus ideiais que devem julgar as minhas decisões, especialmente se não as incomoda.

 

Sou eu que trato do meu cabelo. Sou eu que limpo os xixis e cocós dos meus cães. E lhes dou comida e banho. E me preocupo com eles.

 

A vida é muito curta, por isso devemos fazer o que precisarmos para nos sentirmos bem e o resto não importa.

 

E era isto...

 

A Emma veio ajudar a completar a família, e é por momentos como este que ela fazia falta...

 

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Se não entendem, paciência.

 

Não se preocupem que se for preciso comprar umas cadeiras novas a gente compra, ok? Já tinhamos de comprar de qualquer modo.

Nova leitura

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Confesso que depois do último livro, pensei em atirar-me a um livro da Lesley ou da Dorothy para limpar a alma.

Mas vou ser forte e vou pegar num livro que anda cá por casa há mais tempo. Está na hora de agarrar o terceiro volume com o querido André Marques-Smith, que não estava nada bem no final do segudo volume!

 

Conto contigo, André, para me tirares este peso do peito e para me dares um novo ânimo depois desta leitura que me deixou um bocado deprimida...

 

Sinopse

Lutai, vós, homens de valor. 

Londres, Reino Unido. 

Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e abandonado na rua. A poucos quilómetros de distância, um terrorista pertencente a uma organização criminosa auto-intitulada O Gótico entrega-se aos serviços secretos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado ao sobrevoar a Irlanda e um vídeo é enviado à redacção de uma famosa cadeia televisiva.

A intriga acentua-se quando um milionário começa a ser alvo de extorsão. No centro destes acontecimentos, encontra-se André Marques-Smith. Alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português é obrigado a protegê-lo. Mas não está sozinho. Foragidos, dois colegas dissidentes regressam e revelam ao mundo a verdadeira génese de um antigo projecto de manipulação genética. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta enigmática espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento? Conseguirão os dois agentes ultrapassar o fosso criado entre eles?

Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Moscovo, Londres, Hong Kong, Macau, Praga, o Grande Buraco Azul e Lisboa, os perigos multiplicam-se e André dá por si a lutar pela sobrevivência. Questões sobre ética, moral, religião, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de falsas verdades, ilusões e complexas relações interpessoais é desvendada no derradeiro capítulo de uma série policial que já marcou a ficção portuguesa.

Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de ver o talento confirmado com A Espia do Oriente, revelado ao público através da vitória no Prémio Literário Note! 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno apresenta A Hora Solene, a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura nacional se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.

Objectivo cumprido e ultrapassado!

Só para dizer que já consegui alcançar o objectivo de 30 livros para este ano do Goodreads!

 

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Aliás, já o ultrapassei, porque tenho ideia de ter lido alguns livros, por exemplo da Chiado Editora, que não apareciam no Goodreads e não fazem parte do registo de lá. Quando tiver tempo farei um resumo das leituras concluídas, onde estarão incluídas aquelas que não aparecem no Goodreads.

 

Yay for me!!!

 

Leitura Terminada

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Tal como previa, meu caros, a leitura deste livro não foi fácil...

Confesso que temi que o livro fosse bastante mais gráfico e descritivo em relação aos actos obscenos, mas por acaso não é muito, o que é um alívio.

Apesar disso, este trabalho jornalístico, em torno dos crimes sexuais cometidos durante anos a fio por padres, bispos e cardeais para com crianças, adolescentes e até adultos (sexo não consensual) é chocante pela descrição que é feita, que nos mostra há quantos anos há registos destas coisas sem que nada seja feito.

E pela quantidade de nomes apresentados, sendo que serão apenas alguns dos nomes. Muitos outros haverão de que não se fala neste livro, porque as vítimas não falaram ou porque as conseguiram remeter ao silêncio.

No final do livro é feito um índice de nomes! Really? 10 páginas de nomes!!

Enfim...

Relatam-se casos ocorridos em várias partes do Mundo, e fala-se em como em Itália estes casos são muito mais abafados na imprensa.

Fala-se de padres que fora violadores de crianças durante mais de 20 anos, sem nunca terem sido destituídos do seu posto, quanto mais condenados.

Muito poucos os que foram condenados pelo Vaticano a deixarem de pertencer ao clero e muito poucos os que foram condenados num tribunal a pena de prisão.

Alguns foram afastados, saltitando de paróquia em paróquia quando alguma vítima se veio queixar, para ver se a coisa passava, afastando a inconveniência, continuando, claro, a dar continuação aos mesmos actos noutra paróquia. Em vez de se cortar o mal pela raíz, espalha-se o mal.

Fala-se em situações ocorridas no tempo de João Paulo II, de Ratzinger e de Francisco.

Se pensam que as coisas com o Papa Francisco estavam a melhorar, enganem-se...nada mudou. Porque junto do Papa,estão homens com muito poder dentro do Vaticano e com muita influência sobre o Papa que durante anos ajudaram estes padres que cometiam estes crimes, escondendo as situações, dando-lhes abrigo, ou acomodando-os em casas de luxo para expiarem os seus pecados, enquanto tentavam comprar o silêncio das vítimas com meia dúzia de patacos. Sim, homens que neste momento aconselham Francisco...

Se Francisco tem conhecimento das situações ou não será díficil de perceber, porque até a informação chegar lá acima, há muita informação que se perde convenientemente nas mãos de certas pessoas. O Papa provalvemente só tem conhecimento daquilo a que alguns deixam que tenha conhecimento.

Aborda-se ainda a questão da homosexualidade e as várias perspectivas que o Vaticano foi tendo ao longo dos anos sobre o tema. Sendo que aqui reside talvez a maior hipocrisia de todas. O Vaticano que continua a condenar a homosexualidade e classificá-la como uma aberração humana e a condenar Estados que já deram abertura para união/casamento entre pessoas do mesmo sexo, é o mesmo local onde existe, por um lado, um enorme lobby gay, que tenta influenciar o Papa a aceitar algumas redações favoráveis sobre o tema, mostrando abertura, por outro lado, um local onde há muita informação falsa que é passada quando convém para afastar alguns homens do caminho do poder, dando passagem a outros.

Sendo que se fala da quantidade de membros do clero que são homosexuais, ou que pelo menos têm essa tendência ainda que não a pratiquem, ainda que a homosexualidade deva ser praticada de forma consensual e com pessoas do seu tamanho e não deva ser confundida com pedofilia. Porque abusar de crianças, sejam do mesmo sexo ou do sexo oposto é um crime, que deveria ser considerado grave e ter duras penas. Infelizmente não tem. Os poucos condenados tiveram penas que são uma vergonha. Abusaram durante 20 anos, tiveram uma pena de 4 ou 5 anos e depois quando saem ainda têm direito a uma série de mordomias, porque o Vaticano acha que essas pessoas não podem ser destratadas, precisam de colinho. A tal coisa do amar o próximo e ajudar e tal. 

Oficialmente o Vaticano não pune, nem tem como prática, punir as pessoas denunciadas. Porque nem sequer há nada escrito que obrigue a que os abusadores sejam denunciados. As vítimas, se quiserem, é que têm de se ir queixar às autoridades. Não é um bispo ou um cardeal que, caso saiba de um padreco abusador, que tem o dever de denunciar, quer ao Vaticano, quer a um Tribunal civil.

 

Uma corja de pervertidos, protegidos por homens de poder (alguns deles também abusadores e ladrões), que fazem tudo e continuarão a fazer para se manterem no poder ou para chegar ao poder tirando do caminho qualquer obstáculo. É um bocado isto que existe no Vaticano. E que nem com o Papa Francisco provavelmente irá mudar, por muito que o senhor seja mais simpático e reuna mais empatia dos fiéis.

 

PS - durante a leitura deste livro, lembrei-me muitas vezes dos livros do Luis Miguel Rocha e do Padre Rafael e perguntei-me como é que este livro chegou a ver a luz do dia e ainda não cortaram o pio ao autor, antes ou depois da sua publicação. Pensei muitas vezes que este autor deve ter a cabeça a prémio no Vaticano.

 

PS 1 - uma coisa que me incomodou no livro foi a colocação de cópias de documentos oficiais no meio de capítulos; perturbava um pouco a leitura, faria mais sentido estarem colocadas no final dos capítulos do que no meio de uma frase.

 

É uma leitura perturbadora, mas que recomendo vivamente, porque nos traz um relato impressionante, ainda que resumido, sobre aquilo que é uma realidade no Vaticano. Um documento que faz abrir os olhos, ou que confirma algo que no nosso íntimo sempre soubemos que acontecia.

 

 

Muito obrigado à Saída de Emergência por me terem enviado este livro tão informativo.

 

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Sabes que a malta anda toda queimadinha de tanto trabalho...

...quando tenta abrir as cancelas de segurança na recepção do edifício onde se trabalha com o passe do Metro, em vez do cartão da empresa, insistentemente.

 

Não, não fui eu, que não tenho passe do Metro. Mas podia ter sido, com o cartão multibanco ou com o cartão do cidadão ou com o cartão do Continente. Sim, podia acontecer.

 

Que a malta anda muito queimadinha...

 

 

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