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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leitura Terminada

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Bom, terminado o 3º volume do Arlindo!

O que posso dizer sobre este livro?

Primeiro, que pensava que tinha chegado ao fim de uma trilogia, apenas para descobrir que a coisa já vai em 6 livros. Na Feira do Livro fui ao stand da Top Seller e indicaram-me que ainda me faltavam 2, mas agora vendo no site deles, afinal faltam mesmo 3! Arlindo, tu tem calma contigo, que a Helen Grace precisa de férias como as pessoas normais! Em que número é que isto vai parar? Uma pessoa tem uma lista de livros em espera do tamanho do Amazonas já, sim?

Continuando, dos 3 livros que li deste autor, o segundo foi o que gostei menos (ou que achei menos empolgante). Gostei bastante do primeiro (porque aquela situação da escolha em situações extremas era bastante intrigante e porque a assassina foi inesperada) e gostei bastante deste. O segundo era mais macabro em termos da descrição dos crimes, mas faltou-me ali qualquer coisa que nem sei bem explicar. Acho que precisava de um assassino mais surpreendente.

Este é muito menos gráfico em termos de descrição dos crimes, é menos macabro, porque é muito mais centrado na parte da perturbação psicológica do assassino e na origem das suas motivações, em paralelo com a história que se passa na Esquadra com a chefe da Helen, que anda a fazer de tudo para correr com ela. E acompanhamos menos vítimas em tempo real (pelo que o subtítulo na capa é algo enganador).

Quer dizer, uma detective daquelas, com tanto valor e gira e a malta quer é vê-la longe? Deixem a rapariga trabalhar, sim, que há vidas em perigo!? A inveja é tramada, credo!

É um livro menos focado na Helen e nas suas próprias perturbações, mas que me deixou sempre com a interrogação sobre o que aconteceu ao seu sobrinho e se ele será interveniente em mais algum dos livros.

Contudo, apesar de ter gostado e de o ter achado bastante empolgante (e fácil de ler, porque a escrita é fluída e novamente os capítulos curtos tornam o livro bastante dinâmico), fiquei com a sensação de ter visto um episódio do Mentes Criminosas em que a história girava em torno de algo muito deste género (sendo que não vos posso explicar muito em detalhe para não ser spoiler), ainda que o final não tivesse sido totalmente igual. E, nesse aspecto, não achei o enredo totalmente inovador.

O que foi mais empolgante foi tentar perceber se o criminoso era alguma personagem conhecida ou se era alguém completamente fora, qual era afinal a sua profissão e qual era o ponto em comum entre as vítimas e a surpresa maior foi perceber que “Summer” não era bem quem estava à espera. Se calhar também teria gostado de um assassino mais surpreendente, mas estando tão embrenhada na descrição da patologia psicológica percebo agora que se calhar a ideia a passar era que alguém absolutamente banal e que passa completamente despercebido todos os dias pode esconder graves problemas e ser seriamente perturbado e ter a capacidade de fazer muito mal (o que é a parte mais assustadora, na verdade).

Achei que este foi o livro que teve o final melhor conseguido em termos de nos criar aquela adrenalina da expectativa na altura de apanhar o assassino. Os outros dois foram mais mornos nesse momento final, especialmente o segundo.

Ainda assim, foi mais um livro que valeu bem a pena ler. Claro que se tivesse à mão os restantes 3 livros, iria ser muito difícil resistir à tentação de continuar. Mas se calhar ainda bem que não tenho, porque acho que me vai fazer bem ler outra coisa e mudar de cenário e de personagens.