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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

O peer pressure...

No ano passado, por alturas do Carnaval, andava ocupada com mil e uma coisas e tive dificuldade em arranjar tempo para procurar um fato de Carnaval para a Madalena [eu não gosto, mas ela adora e, pronto, eu faço o meu papel e ajudo-a a poder apresentar-se na escola mascarada, tal como as suas amiguinhas]. Se bem me lembro, só na véspera do dia em que era a festinha de Carnaval na Escola consegui enfiar-me numa loja, ao final da tarde, para procurar uma fatiota em poucos minutos. Para a Madalena a coisa resume-se a dois ou três disfarces adequados à sua condição de menina: Princesa, Fada e Dama Antiga (mais recentemente). Porquê? Porque as suas coleguinhas de sala são muito originais e vão todas mascaradas de uma entre estas três opções e ela queria ser igual. Azarito do caraças, quando entrei na loja, vasculhei todos os fatos e tudo o que eram fatos de Princesa, Fada e Companhia ou eram de tamanhos muito pequenos ou eram de tamanhos muito grandes. Não havia um fato do género que fosse para a idade (e tamanho) dela. Em busca de alternativas, encontrei um fatinho que achei catita (e diferente) que era de Pirata (mas feminino, diferente do fato de Pirata para rapaz). Lá trouxe o fato toda contente.

 

A Madalena quando viu o fato não achou piada nenhuma. Primeiro achou que fato de Pirata era coisa exclusiva de rapaz. Expliquei-lhe que aquele em particular era para menina. Lá se convenceu. Mas mesmo assim, ficou tristonha. E no dia de se vestir, ia pouco confiante, e cabisbaixa, apesar de estar super gira e de lhe ter dito que era um fato muito original e que assim até tinha mais piada, porque era diferente. O dia passou, disse-nos que tinha corrido bem e tal, mas não se manifestou muito sobre o assunto.

 

Há poucas semanas, quando veio novamente à baila a conversa do Carnaval, disse-nos finalmente que, no ano passado, quando saiu de casa até se sentiu gira e até gostou do fato, mas o dia lá na Escola foi muito triste, porque nenhuma das meninas quis brincar com ela, porque não estava vestida de igual a rigor. Se tivesse ido, vá, de Sevilhana ou de Gueixa, ainda era tolerada, mas de Pirata foi totalmente excluída e passou o dia a brincar sozinha. Coitadinha! São muito cruéis as crianças, quando querem!

 

Este ano conseguimos ter mais alguma disponibilidade e começámos a ponderar que fatiota lhe poderiamos comprar (dentro do socialmente aceitável naquele universo, claro está). Vimos algumas medonhas e depois enfiámo-nos na loja da Disney e o Semi-Deus perdeu a cabeça com o fato da Sininho, achou que era a cara dela, e decidiu comprar-lho. Só há dias lhe dissemos que tinhamos uma surpesa e lhe mostramos o fato. Ficou delirante! Histérica! Toda ela era brilho e sorriso de orelha a orelha! Passou a contar os dias, as horas, os minutos para se poder enfiar no seu disfarce de Sininho. E foi hoje o dia! Saltou da cama num ápice, vestiu-se em 5 minutos (há dias em que a coisa, enfim, demora bem mais) e lá foi ela toda lampeira para a Escola. Tenho impressão que hoje até anda em biquinhos de pés, quase como se flutuasse!

 

Espero bem que as fofinhas das amigas dela brinquem com ela hoje! E muito! Porque ela estava muito gira, fofinha e vestida de fada!

Senão, para o ano quem se mascara sou eu, de Bruxa Má, e entro pela Escola dentro e corro-as todas à palmada [psicológica, claro]!