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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

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Pois, uma pessoa vem aqui para o seu blog armada ao pingarelho e, de repente, leva assim com a Constituição da República Portuguesa nas trombas! Gosto disso! De me virem esfregar nas fuças a CRP como forma de realçar a imoralidade das minhas afirmações no post anterior. Pois que sim, é bonito!

 

Porque eu até nunca vi a merda da CRP à frente dos olhos e até nunca a folheei, anotei, li e reli. E, portanto, desconhecia que vivemos num Estado de Direito Democrático baseado na soberania popular que visa, grosso modo, o aprofundamento da democracia participativa. Obviamente que também não sabia que o povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo, secreto e periódico. Naturalmente que, desconhecendo tudo isto, sou uma ignorante no que toca a saber que aqueles senhores todos que passeiam as suas fatiotas pela Assembleia da República dentro, são uns tais de Deputados que representam os portugueses e agem em nome de todos os portugueses. E que têm, portanto, o direito de assinar todas as suas propostas como sendo em nome de todos os portugueses. Especialmente quando se trata do Carnaval, esse evento tão nacional [e nada importado do estrangeiro], que tantas alegrias proporciona e do qual dependem milhares de cidadãos.

 

E se me quero excluir desses portugueses que dão tamanha importância ao Carnaval, não apenas porque detesto a ocasião, mas porque não fui votar, devia ter vergonha nas fuças, porque ao não votar estou a aceitar como meus representantes esses em quem os outros votaram. Esses que ganharam o direito de falar e decidir em nome de todos os portugueses. É verdade, assim é na teoria. Mas, na prática, isto da democracia às vezes parece funcionar até ao momento em que se colocam os galos no poleiro. Depois nem por isso.

 

E quando pergunto, então de que reclamam tanto esses portugueses, cidadãos muito politicamente activos (e pessoas de bem), que colocaram esses galos no poleiro, pelas decisões que têm sido tomadas em seu nome, sendo que algumas se traduzem em idas directas aos bolsos (dos que votaram e dos que não votaram), dizem-me que naturalmente não deviam reclamar e que, quando muito, podem envergonhar-se da sua burrice em eleger quem elegeram. Mas, já eu, como não escolhi, não tenho moral para contestar.

 

Certo!

 

Mas isto até é engraçado. É porque, como o voto é secreto, a malta não sabe quem votou e quem votou em quem. E até dava jeito saber porque assim era mais fácil identificar esses burros que elegeram os galos errados e que, se calhar, até são alguns dos que andam para aí a fazer greves e manifestações e tal contra as decisões que são tomadas em nome de todos os portugueses.

 

Portanto, a coisa é assim, quem não vota, não bufa, porque se não votou não ganha direito a bufar, e come e cala com as decisões dos outros. Quem votou, também não bufa, porque se votou, come e cala com as suas decisões.

 

Então e se a malta for lá e votar em branco? Ou se for lá desenhar bigodes e chifres no papel ou escrever barbaridades? Portanto, essa malta que até tira o cú do sofá a um Domingo e vai lá exercer o seu direito de voto, mas não escolhe ninguém? Tem graça não é? Porque depois dizem que foram votar, cumprir o seu dever e exercer o seu direito, mas afinal não escolheram ninguém. Claro que são muito diferentes daquelas pessoas que, como eu, nem sempre tiram a peida do sofá para ir votar. Essas podem bufar ou não podem bufar?

 

O engraçado também é que, por mais que o Dr. Jorge Miranda encha os cantos da boca de cuspo para dizer que votar é um dever mais do que um direito e que "urge votar", a CRP continua a afimar esta cena do voto como um direito que nos assiste e não como um dever (como foi aliás originalmente concebido pelo próprio).

 

E mais, ainda lá está consagrado o direito à liberdade de expressão. E já agora, parece-me que não vem lá consagrada a perda dos direitos, liberdades e garantias para os cidadãos que não exerçam o seu direito de voto. Porque até parece que há para lá um princípio que fala em igualdade.

 

Não se pense que com isto me esteja a afirmar contra o Estado de Direito Democrático e o sufrágio universal. Ainda bem que se tornou possível as pessoas exercerem o seu direito de voto, para com isso participarem activamente na vida política e na escolha dos seus representantes.

 

Mas não se confunda um direito com uma obrigação. E não se confunda isso com andarmos todos com umas palas, uns porque não votaram (e são burros) e outros porque votaram (e se calhar ainda mais burros são).

 

Porque isso é o que acham a maioria dos políticos, quando sentam os cús nos poleiros (depois de serem eleitos por uns quantos espertos que lá os meteram, para eles fazerem umas coisas bem feitas) - que somos todos burros, piegas, bem pagos, calões e mamões! Porque tudo fazem para assegurar o bem-estar de todos os portugueses (e portuguesas) e ainda somos todos uns pobres (ai, pobres não, porque somos bem pagos) e mal agradecidos. E eu ainda venho aqui contestar, sem qualquer moral, uma proposta de suma importância para o interesse nacional, como a referente à tolerância de ponto do Carnaval, quando há pessoas que não têm dinheiro que chegue até ao fim do mês, não conseguem pagar as suas contas, se vêm obrigadas a emigrar (porque estes senhores que os representam agradecem o poleiro indicando o aeroporto), pensam dez vezes antes de consultar um médico para as suas maleitas, perdem as suas casas, os seus carros...tudo à conta de decisões tomadas por esses ilustres representantes deste nobre povo.

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"O PCP escreveu a Assunção Esteves a «propor« que haja tolerância de ponto no Carnaval na Assembleia da República, que tem autonomia para organizar os seus trabalhos, indo «ao encontro da importância» que os portugueses dão à data." (Sol)

 

Espero que o PCP compreenda que os portugueses não assinaram todos esta proposta! É porque eu sou daqueles portugueses que se estão a cagar para o Carnaval, que lhe dão 0 de importância e nunca percebi isto de termos Carnaval em Portugal.

 

Se calhar deviam corrigir a proposta para algo como "ao encontro da importância que os Deputados do PCP dão à data", sim?

Daddy and mummy want....

daddy and mummy get!

 

Especialmente o daddy ficou rendido à Tummy Tub. Viu um vídeo e apaixonou-se pela ideia de poder dar banho ao bebé de um modo que o deixa mais tranquilo e poder usá-la também para o acalmar (com mais água, deixando-o flutuar como se estivesse no útero - a maioria adormecem dentro de água) e até para lhe aliviar as cólicas. Ao início a ideia fazia-me muita confusão. Aquilo parecia-me um balde e achava depreciativo ou algo do género. Depois lembrei-me de quando era miúda e adorava brincar no quintal da avó com um balde com água no Verão (entrava e depois saía com os pés molhados e andava pelo quintal a fazer as pegadas da Pantera Cor de Rosa) ou um alguidar ou até no tanque da roupa. Qualquer coisa tinha mais piada que a banheira.

Ainda não estou muito segura sobre como se lava muito bem o bebé dentro daquilo (parece que me falta espaço de manobra e gosto de deixar os bebés muito limpinhos e perfumados). Mas deve ser questão de prática.

E pronto, já temos uma lá em casa. E depois também tem um suporte, com várias aplicações - como base para a banheira, como bacio e como step para a criança mais tarde subir para chegar ao lavatório.

Esperemos que Petit Me aprecie! :)

 

 

 

 

 

 

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A propósito da Stop Online Piracy Act (SOPA), há quem defenda não só esta ideia, mas aproveite logo para expandir a mesma a outras áreas.

Há quem defenda, por exemplo, que também deviamos pagar direitos de autor por cada vez que cozinhamos uma receita escrita e publicada algures por outrém (chef profissional ou não).

Então e se eu contar uma anedota a uma pessoa e esta contar a mesma anedota a um terceiro? Também tenho direito a pilim de direitos de autor?

Então e na Escola/Universidade, um Professor explana a matéria aos alunos e depois os alunos quando fazem os testes aplicam a matéria aprendida (que é o mesmo que dizer que tentam transcrever ao máximo o que aprenderam com o Professor - em certas Universidades isto faz especial sentido). Isso quer dizer que os alunos pagam direitos de autor aos Professores?

É incrível como rapidamente as ideias parvas se propagam como gás pelo ar...

 

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A enorme dificuldade em distinguir entre manter uma porta fechada por questões de segurança e bater a porta como se fosse o portão da quinta!

Foda-se, tenho a cabeça feita em água hoje!

Até aqui a porta não batia assim, porque dava mais jeito mantê-la encostada e não trancada, para evitar o transtorno de aceder via impressão digital. E então tratava-se bem a porta. Agora, como há obrigação de a trancar, acham por bem atirar com a porta, para mostrar como é uma maçada seguir as políticas de segurança da empresa. A porta também tranca se for encostada devagar...

Estou extremamente solidária com o Segurança aqui do prédio! Ele diz que já nem ouve. Eu cá ouço e estou mal disposta!!!

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E ao Senhor Primeiro-Ministro queria dizer-lhe que no dia em que lhe crescerem mamas, tiver dores menstruais e parir uma criança pela vagina, pode vir pedir aos outros para não serem piegas! Ide-vos levar na peida! E já agora, Senhor Primeiro-Ministro, apesar da citação do que disse em dada altura estar bem escrito na notícia (e não bem citado, como deveria estar), eu ouvi a gravação e você disse "PRESISTIR"!

BURRO!! Você e os outros todos que vão para a TV dizer "pugrama" e merdas do género!

[E isto é para não dizer que pegava em si e no Senhor Cospe-Bolo-Rei, punha-os numa máquina de lavar a centrifugar e também vos dizia para não serem piegas e não reclamarem da vidinha de sacrifícios que têm!!!!]

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Até se percebe porque é que, over and over, vamos à página da Universidade ver se temos notas e nada. É porque alguns professores, em vez de lançarem a merda das notas, andam na Sierra Nevada a brincar aos bate-cús e a curtir bués o ar frio e uma montanha cheia de neve só para eles!

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Hoje estou de neura! Estou de birra! Tenho sono e estou demasiado emocional para ter de lidar com pessoas. Estou naqueles dias em que alguém me dizer "bom dia" pode provocar um pranto! Ser mulher às vezes não é fácil!