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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Petit Me becomes Marcos...

 

Domingo de Páscoa passado em casa, calminho, com uma caminhada até ao café durante a tarde para apanhar sol. À noite, jantar e ver os Ídolos, que nesta fase só me dá para rir.

Mais tarde, Madalena com insónia. Várias tentativas de a adormecer. Quando finalmente adormece, rondam as duas e meia da manhã.

Ir para a cama, tentar dormir, mas o sono não vem e de repente algo me inquieta. Ainda com algumas dúvidas, comecei a sentir que estava com contracções, desta vez daquelas a sério, e comecei a contá-las. Eram três e meia quando começaram; vinham de dez em dez minutos. Ao fim de pouco mais de meia hora, tive duas com diferença de cinco minutos entre cada. O Semi-Deus já estava mais do que alerta e a controlar os timmings também. Saltámos da cama e tomei um duche em dois minutos. Enquanto isso, o Semi-Deus vestiu-se e acordou a pobre alminha que tinha acabado de adormecer. Ela saltou da cama como se tivesse dormido toda a noite, alerta e fresca que nem uma alface. Perguntou-me se vinha aí o mano, se estava a doer muito e se eu precisava que me desse a mão. Quando me vesti estava a tropa pronta para sair junto à porta, sacos na mão.

Foi rumar ao hospital, um percurso testado de vinte minutos, sem qualquer trânsito aquela hora, mas que com contracções de dois em dois minutos desde que saí de casa me fez crer que o hospital se tinha deslocado para mais longe. Não era difícil aguentar as dores, estava era bom de ver que a coisa estava eminente mas eu tinha de chegar ao bloco de partos primeiro e quase não tinha tempo para me recompor e respirar entre uma contracção e outra. Ou para responder às perguntas de preocupação da Madi e do Semi-Deus. Sempre que tentava responder, vinha mais outra. Dois minutos é mesmo pouco tempo.

Depois de inscrita no hospital, fui levada para a urgência de obstetrícia, a caminho rebentaram-me as águas e mal tive tempo de ser observada, porque como previa, estava mesmo eminente.

O relógio marcava as cinco e cinquenta da manhã, do dia 9 de Abril, quando o colocaram em cima de mim e, ainda sem lhe ver a cara, ouvi-o chorar. Ainda não chorava a plenos pulmões, mas já ali estava a respirar no mundo exterior e eu respirei de alívio. A primeira coisa que a parteira disse assim que a cabecita saiu foi "ooooh, que bebé tão bonito! tem uma carinha tão linda!". Depois então lá o viraram para mim e pude ver aquela carinha, tão igual ao que me lembrava das ecografias. Lindo, lindo mesmo!

Um rapagão, com 3,795kgs e 51,5cms. Fiquei orgulhosa de mim. Tive momentos em que receei não conseguir parir uma cria grande. Mas consegui!

 

Completa hoje uma semana.

Uma semana do "fraldinhas" para a mãe, do "chuchinhas" para o pai.

Uma semana de alegria, de brilho que enche esta casa. Uma casa com crianças tem sempre alegria e brilho, mas tudo se intensifica quando entra um bebé pequenino, um novo sopro de vida!

Uma semana de incontáveis beijos dados nestas bochechinhas, nestes pézinhos, nestas mãozinhas, de imensos abraços e aconchegos. E contemplação, muita contemplação por termos sido capazes de criar esta fofura.

 

E nem sempre, quando se tem um bebé, se é capaz de exteriorizar o que se sente logo quando eles chegam. O hospital não é a nossa casa (apesar de ter sido o melhor hospital onde já estive; as minhas visitas diziam-me que eu estava num hotel - benditos hospitais novos) e faz-me reprimir emoções. O Semi-Deus não conteve umas lagrimitas assim que o viu ainda no bloco de partos. A Madalena diz que ele é o bebé mais bonito que já viu. Eu não fui capaz de dizer nada, apenas sorri. Só consegui sentir e guardar para mim. E depois, nos primeiros dias cá em casa, tive momentos sozinha com ele, embalado no meu colo, sereno no seu soninho, onde aí sim, deixei rolar as minhas lágrimas de mãe feliz, tão feliz que só consegue chorar por ter um bebé tão perfeitinho, com saúde, tão bonito e calminho que nos completa o ciclo de felicidade enquanto pessoa. E às vezes, abraço o Semi-Deus e liberto mais umas emoções sendo que, com as hormonas fora de si, ainda só me dá para a choraminguice. Mas é uma choraminguice boa, esta do ser e estar feliz!

 

 

Das decepções cinematográficas...The Grey

Adoro o Liam Neeson! Adoro filmes com o Liam Neeson!

Gosto do seu rosto com um certo ar duro, das mãos algo rudes, de ser um homem encorpado, da voz e de como me prende no ecrã.

Mas até os melhores actores de vez em quando têm umas diarreias mentais e aceitam participar em filmes que são uma merda, e não têm outro nome [sendo que as opiniões são como as vaginas, já dizia o outro, e portanto esta é a minha].

O filme de ontem à noite foi uma escolha consensual. Eu até nem sabia bem o resumo do filme, mas se tem Liam Neeson é bom, pensei eu!

Not!

 

Passei metade do filme a enfiar a cabeça debaixo da almofada ou de olhos fechados para não ver certas cenas e às tantas adormeci e nem quis saber como acabou.

Que palhaçada de filme. Uns gajos num avião, vindos do meio do nada onde trabalham numa plataforma petrolífera, e o avião cai, também no meio do nada. Só há neve. Morrem logo uma data deles, sobrevivem 7. Às tantas achei que aquilo ia descambar numas cenas de canibalismo. Mas não! Para além da neve só havia lobos. Lobos enormes. Que vinham comer os gajos. Mas um de cada vez (apesar da dimensão da alcateia) que era para o filme durar. Nos intervalos dos snacks da alcateia, o Liam Neeson pensava em momentos passados com a mulher, que o deixou. Mas era quase sempre a mesma cena. Uma seca descomunal.

 

Hoje perguntei ao Semi-Deus como acabou. Ele só me disse que o Liam Neeson no fim matou o alfa dos lobos, mas não se viu. Interessante! O Semi-Deus júnior disse que o final foi uma treta.

 

Não recomendo. Mesmo!

 

Liam Neeson, better choice next time. You can do better!

Wish...

Há por aí quem faça wishlists imensas, com passagens por todas as colecções de roupa, bikinis, sapatos, relógios, perfumes, jóias e um sem fim de coisas. Eu cá, por agora, só penso em receber nos braços o meu Coelhinho da Páscoa, que desejo que venha com muita saúde e perfeitinho.

O resto são acessórios que não sinto que me façam falta.

 

Happy Easter!

Fomos às compras ao supermercado e disse ao Semi-Deus que queria trazer um docito de Páscoa.

Depois de muito procurar, olhando assim 2 segundos na diagonal para as prateleiras, ele escolheu o Bolo de Bolacha [his favourite]!

O verdadeiro doce típico desta época!

Era como ser Natal e escolher como doce natalício Barrigas de Freira ou Tigeladas.

Também, em abono da verdade, o Pingo Doce que, durante toda a semana esteve pejado de folares da Páscoa por todo o lado, hoje que é Sexta-Feira Santa não tinha um para amostra! Só tinha uns "Troncos de Páscoa" com um aspecto duvidoso!

A mim apeteceu-me trazer a caixa de 2Kgs de morangos, em vez das couvettes pequenitas. Já comemos morangos au natural ao almoço e agora vou dedicar-me a fazer uma Mousse de Morangos, para ajudar a esvaziar a caixa.

Portanto, os doces de Páscoa cá de casa vão ser Bolo de Bolacha e Mousse de Morangos.

Podia ser pior!

O que vale é que pululam pela cozinha ovinhos de chocolate e amendoas cobertas de chocolate.

 

 

 

...

Ainda sou do tempo em que a publicidade a um Banco se socorria da imagem do homem de negócios, do executivo de topo, envergando um fato e carregando uma pasta de aspecto caríssimo.

Depois vieram os anúncios com o Mourinho, e o Ronaldo, e a Júlia Pinheiro, e a Catarina Furtado e a Fernanda Serrano!

Quem esquece o anúncio do BES com o Ronaldo a dizer "no béjarrendere"?

Mais recentemente, dei de caras com um Banco, que por acaso até é aquele onde tenho conta, a fazer publicidade com as personagens do Star Wars.

Isto tem sido sempre a descer de nível.

Nós já sabemos que, na verdade, os Bancos (pelo menos alguns) têm vindo a perder credibilidade. Mas com a publicidade a seguir por estes caminhos, também não ajuda a manter/recuperar seriedade. Eu olho para os cartazes do meu Banco e passa-me pela cabeça "now you see your money, now you don't" enquanto a espada de laser se agita duas vezes!

Para quando publicidade com os Marretas ou com o gajo daquela música do "Assim você me mata" ou lá o que é?

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