Essa onda que anda por aí de malta que só fala em Zombie Apocalypse e invasões de Zombies e o catano, é malta que anda a ver televisão a mais, não é? E só vêm aquelas séries de porcaria, não é? Mas que pancada senhores! Há malta que fala nisso todos os dias, nos mais diversos contextos!
Temos gato cá por casa. Daqueles gatos que não me provoca alergias, felizmente. Depois de muitas ameaças, hoje lá foi ele, rabo alçado a gatinhar pela casa fora. Um fofo. Vem é com radar incorporado. Detecta tudo aquilo em que não deve mexer e é para lá que se dirige e joga as mãos. Cabos dos portáteis, cenas com rodas, tudo o que está na mesa da TV, e mais coisas que ainda deve descobrir. Também gosta muito de ir direitinho ao kit da lareira, o que é bom, porque aquilo é maior que ele, e cair-lhe uma cena metálica e pesada em cima não dava jeito nenhum. Ainda por cima a malta diz "Aí não se mexe!" e acho que ele ainda chega lá mais depressa quando ouve o não. Se calhar temos de arranjar ventosas para colar tudo nas paredes, acima de 1m de altura, e no tecto. Isso. Ou arranjar-lhe uma trela. Mas é assim, temos um belo gatinho cá por casa!
Na passada semana, com a constipação de Petit Me, foi mais ou menos assim todas as noites. Se bem que mais com ora o rabiosque, ora um pé, ora uma cabeçada em cheio no nariz. Irra, rapaz mexido!
A bem dizer, já se contam os dias para a Primavera. Quanto mais não seja porque acho que a decoração aqui de casa precisa de uma renovação. Já enjoa ter várias divisões decoradas com caixas de Ben-U-Ron, frascos de gotas, xaropes, termómetros, Ilvicos, Maxilases e afins. Esta semana então fomos todos corridos a drogas. E Petit Me passou vários dias todo rameloso, e era mesmo bom acordar com os olhos colados. Especialmente porque ele adora que a malta lhe limpe olhos e nariz e a boca. Coisas feias para as viroses!
E uma pessoa tem logo outra energia. Foi um fim-de-semana muito melhor aproveitado, ao invés daqueles em que está horrores de frio e chuva, em que não apetece despir o pijama, ou sair, ou fazer qualquer coisa fora do edredon ou da manta. Ontem, dormir até uma hora boa (dez da matina, meu rico Petit Me), tomar pequeno-almoço, dar banho ao pirralho, vesti-lo, tomar banho com a Madi, despachar e sair. Dia de ir ao Pavilhão do Conhecimento. Já não podiamos ouvir a Madi a pedinchar para lá ir. Esteve lá uma semana inteira através da Escola mas não ficou satisfeita. Veio de lá com um bilhete familiar para irmos lá de borla. E quando vamos? E quando vamos? E quando vamos? Bah, putos impacientes! Pronto, lá fomos, ver os dinossauros e absorver a Ciência Viva. Foi giro, tem coisas muito interessantes, se bem que achei que seria maior. Mas pronto, foi uma tarde bem passada. Ainda deu para ir conhecer o novo bebé cá do prédio, pequenino, pequenino (realmente, de cada vez que vejo um recém-nascido, percebo como Petit Me nasceu grandão). Noite calminha por casa, porque quando o sol se vai a malta vira caseira. Hoje, acordar cedinho, Petit Me deu as horas ali nas nove em ponto a pedir morfes. Saltei da cama e melhor assim. Deu para tratar dele, tomar o pequeno-almoço com calma, ler uns blogs e umas notícias. Entretanto acorda a chavala. Tomou o pequeno-almoço. Faz isto e aquilo, quando me apercebi era quase meio-dia, mas já tinha feito um rol de coisas. Banhoca, vestir e lá fomos almoçar ao Chino-Japonoca cá da terra. Almoço em família, em jeito de celebração do aniversário de Semi-Deus. Aproveitar a tarde para despachar o resto das máquinas de roupa. Bendito solinho, que hoje deu tanto jeito! Aspirar o cotão, lavar o chão da cozinha e do WC. Enroscar no sofá para aquecer. Tudo mais ou menos orientado. Deu para divertir, apanhar ar, mas também para fazer coisas que eram necessárias. Daqui a nada, fazer duas sopitas, uma para nós, outra para Petit Me. E amanhã é dia de o despertador tocar às 7 da matina. E aí vem mais uma semana de trabalho. Como diz a Madi "Mãe, não era mais giro se o fim-de-semana tivesse 5 dias e a semana 2?". Pois!
Quem diz nos aviões, diz em qualquer lado, não é? Uma pessoa não deve segurar o ar cá dentro, deve expeli-lo sob forma de gases nauseabundos ou arrotos potentes. Toda a gente sabe isso desde a escola primária. O problema é que logo a seguir à escola primária vieram as regras sociais de etiqueta. Pelo que, muita da dita obesidade dos portugueses se calhar não é bem obesidade, é excesso de ar acumulado!
Como dizia, acho que alguma carne de cavalo no meio das lasanhas não é grave. Faz bem às anemias. Eu não gosto de carne de cavalo e detesto a ideia de a comer, mas a verdade é que tive de a comer à força por ter umas anemias feias e foi a forma mais rápida de recuperar. Um sacrifício, mas enfim. Claro que é publicidade enganosa e tal, e a lista de ingredientes não é correcta, o que traz outras considerações. Agora, se calhar intriga-me mais esta notícia. A quantos restaurantes já terei ido e pedido lasanha, a pensar em coisas cozinhadas ali na hora (estou a pensar em muitos restaurantes italianos) e afinal me espetaram com uma lasanha pré-cozinhada ou congelada nas fuças? Isso sim, uma maçada. Porque assim, devia ter pago o preço certo.
[deve ser por isso que nunca gostei de nenhuma lasanha comida em restaurantes, só gosto da minha]
A Madalena adora jogar comigo aquele jogo dos países. Lá estávamos muito contentes no outro dia a jogar. "És tu!". "A". "Stop". "N". Bora lá a isto. Nomes, animais, países, flores, frutos, marcas, objectos. Alto e pára o baile! "Ó, mãe! Objectos com N? Pode ser namorado? Namorado é objecto?".
Ó pessoal, aquele livro "O Diário Secreto de Vitor Gaspar" não é escrito pelo Gaspar himself. E portanto não é assim bom para quem sofre de insónias. É escrito pelo António Ribeiro, que foi o mesmo senhor que escreveu "O Cão de Sócrates" que era um livro a gozar com o Sócrates. E também escreveu um a gozar com o Cavaco ("D. Maria, a Empregada de Cavaco"), que ainda não li, mas acho que também vai para lista. Não é grande literatura, mas faz-me rir e ando a precisar. É isso!
Sinopse do livro:
«Caro Diário, ao contrário do que se diz de mim na imprensa e nas redes sociais, eu não sou indiferente ao sofrimento dos portugueses por causa da minha austeridade. E para provar isso, estou disposto a criar um blogue – sob um nome fictício - para ajudar os contribuintes portugueses a poupar para terem dinheiro para pagar os meus impostos, taxas e outras alterações de última hora que eu tiver que fazer para arranjar os milhões que a Troika exige. Serão conselhos simples, de fácil execução e ao alcance de todos:
- Não atire ovos a ministros deste Governo; utilize-os no pequeno-almoço;
- Nos saldos compre a roupa para a sua família para os próximos 10 anos;
- Nunca utilize transportes públicos para destinos a menos de 5 quilómetros; saia de casa mais cedo e vai ver que chega a horas;
- Não saia de casa para participar numa manifestação contra este Governo; fique em casa a ler um livro ou a ouvir o relato de futebol, agora que já não tem dinheiro para renovar a assinatura da Sport Tv;
- Não assobie sempre que passar perto do Senhor Primeiro-Ministro Passos Coelho; poupa as custas de um processo por difamação;
- Não ponha todos os seus filhos na escola ao mesmo tempo; pratique a rotatividade: enquanto uns andam na escola, os outros trabalham para ajudar a pagar as propinas;
- Não compre nada a alguém com o nome terminado em Vale e Azevedo; se o fizer, vai comprar algo que nunca será seu;
- Sempre que tiver saudades de comer um bife, contenha-se e peça salsichas que são muito mais baratas;
- Para gastar menos solas dos sapatos não dê passos curtinhos, salte;
- Se um estranho lhe der conselhos e se esse estranho for o ministro Miguel Relvas, compre.»
Um vestido? Uma saia? Um par de sapatos? Um relógio? Nada disso. Este livro. Ando a precisar de me rir muito e, depois de "O Cão de Sócrates" acho que este livro deve ser uma boa receita. E se calhar comprar também o "D. Maria, a Empregada de Cavaco" que deve ser só rir.
...por causa da carne de cavalo nas lasanhas. Tanto quanto sei é uma carne óptima para tratar anemias, porque tem muito ferro. O resto são questões comerciais e de publicidade enganosa. Mas não é uma questão de saúde pública ou isso.