Petit Me descobriu o mundo mágico dos gritinhos. Como se não bastasse espernear bastante quando é contrariado, agora alia os belos tons de gritaria. Oscila entre modo sirene de bombeiros e cantor lírico em treino. Isso! Ainda bem que não atinge ainda o modo de me partir os copos de cristal.
pedicure e manicure (aos 35 anos + 1, Curly Maria faz pedicure e pinta unhaca de vermelho – deve ser o fim do mundo em cuecas);
imperiais e caracóis;
regresso do cheiro dos cabelos da Madalena;
quantidades obscenas de gelados;
capacidade de enfiar toda a traquitana e todas as crias, sem esquecer nenhuma, na carripana (apesar do usual comentário de Semi-Deus ao ver o amontoado de sacos “Mas é preciso isto tudo? Levar a casa atrás para uns dias fora?” – como se não fosse sempre igual)
hotel e piscina favoritos;
comprar um chapéu ao fim de vários anos (depois de perceber que as minhas dores de cabeça tinham origem em apanhar sol na tola);
dias e noites quentes;
muitos mergulhos, seguidos de muitos mergulhos, seguidos de voltar para a toalha para logo a seguir voltar a mergulhar;
muitas corridas atrás de Petit Me;
jogatanas de Sueca em família;
uma vodka-morango que me deixou muito atordoada num final de tarde à beira da piscina (voltei para o quarto aos zigue-zagues);
dias e noites menos quentes;
tardes de calmaria a ouvir nada para além de passarinhos;
evolução de Petit Me entre recusar-se a molhar um pé e andar alegremente ao colo de sua mãe na piscina, com água pelo pescoço a dar aos pés e a chapinhar, até ficar birrento de tão cansado e berrar para sair da água;
alguma leitura (muito menos que a desejada);
praia;
mergulhos no mar;
pele com sabor a sal;
muita areia no rabo;
mamas de fora algumas vezes (porque Petit Me se agarrava na parte de cima do bikini e decidia puxar);
pôr-do-sol na esplanada da praia, ainda com o bikini molhado;
birras de Petit Me (com respectivos pinotes e massacre às costas da mãe);
birras da Madalena;
vegetação no sofá;
manhãs de muita preguiça;
hamburguer XXL;
passeios a pé;
passeios em família, um de triciclo, um de bicicleta, um de trotinete e os cotas a pé (e já gozam);
almoços, lanches e jantares tardios;
ingestão de muita água;
aplicação de cremes de espécies várias;
saias e vestidos;
ida à Quinta da Regaleira adiada, derivado aos problemas mentais de S. Pedro;
visita ao Palácio de Sintra (não o da Pena, o outro das chaminés altas);
Festival do Pão na terrinha;
chuva;
nevoeiro;
amigos;
avós (das crias, bem entendido).
A ordem é um bocado aleatória, porque assim anda este cérebro em altura de férias. E a felicidade é assim, feita de pequenos momentos em família. E ainda não acabaram, porque o regresso à capital é apenas na segunda-feira, mas pronto, estamos em modo de preparação mental para o facto (ou não). Até lá, é aproveitar o mais possível, porque para a parte II ainda falta um pouco.