Bom, quando se vai a mais de meio ainda se pode dizer nova leitura? Suponho que sim. It ain't over until it's over!
Num primeiro olhar, a vida de Annie Power parece feliz, quase idílica. Vive num bairro rico, na Florida, com um marido que a adora, Gray, e uma filha ainda pequena, Victory. Mas, subitamente, os demónios de um passado que Annie preferia a todo o custo esquecer começam a rondá-la, trazendo-lhe memórias de alguém que ela foi um dia. Annie vê-se envolta numa espiral ascendente de puro terror à medida que as ameaças vão assumindo contornos mais perversos e que luta por recuperar as memórias malditas que poderão ser a única forma de se defender a si mesma e a Victory. Afinal, Marlowe Geary, o serial killer que conheceu anos antes, está de volta, a um passo de aniquilá-la.
Pronto, desta vez um livro nada dado ao romance. Ainda no Verão saltei para um thriller.
Metade lido em Portugal. Metade lido em Espanha (só para dizer que passei estas férias no estrangeiro - com a proximidade à fronteira quase nem merecia essa designação, mas seja, férias no estrangeiro).
Gostei muito. Parecia assim um bocado parvo ao início, a mulher cai numa aula de step (esse desporto violento, como me referiu alguém) e bate com a cabeça e perde a memória dos últimos 10 anos da sua vida. Um bocado rebuscado. Depois pus-me a pensar na facilidade com que tropeço e caio e me falha a força nas pernas e decidi ficar mas é caladinha. E se vos acontecesse a vocês? Não se lembrarem dos vossos filhos? E de vocês próprias?
Aos poucos fui entrando naquela história, sempre na expectativa de saber mais e mais, sempre à espera que ela se lembrasse de mais qualquer coisa para nos contar. Gostei do ritmo do livro, não teve partes aborrecidas. E gostei do twist final.
Acho que li este livro como se fosse um filme. Como explicar? À medida que ia lendo, parece que estava a imaginar as cenas vistas na televisão, como se estivesse a ver um filme. Imaginei-o protagonizado pela Ashley Judd.
A semana passada: acordar sem despertador, com a luz do sol a avisar que estava na hora de ir para a praia. Ir à varanda ver o mar. Ir comprar pão. Acordar a malta. Tomar o pequeno-almoço. Ir para a praia. Voltar para casa. Petiscar a título de almoço à hora que apetecesse. Dormir sestas. Ler livros. Voltar à praia. Tomar banho. Jantar fora, sempre na esplanada. Passear a pé. Beber jolas no bar e aproveitar o free wi-fi. Dormir. Repete.
Hoje: acordar com uma martelada na cabeça (que merda é esta, o despertador? já nem me lembrava disto!!). Sair da cama. Ir à janela ver o tempo (e constatar que a roupa estendida está toda encharcada). Tomar o pequeno-almoço. Preparar pequenos-almoços para os putos. Arranjar saquinho de snacks para o emprego. Acordar os putos. Marcos no bacio. Vestir o Marcos. Dar leite ao Marcos. Mochilas e sacos e coisas. Deixar o puto na escola. Escolinha nova (correu lindamente, entrou disparado lá para dentro e sentou-se no chão da sala a brincar - não ligou pêva aos restantes miúdos, ainda se está a ambientar, para já curte dos brinquedos). Segue para Lisboa. Trânsito (não tão mau quanto pensei que já tivesse esta semana). Passar o dia no aquário. Lista com cenas to do várias (de trabalho e pessoais). Almoçar a horas certas. Ler livro à hora de almoço. Não dormir a sesta (grave, muito grave). Compras rápidas. Ir buscar puto à escola. Banho ao puto. Fazer jantar. Jantar. Arrumar cozinha. Descansar. Ler livro. Dormir.
Perceberam as diferenças? A minha cabeça também...
Para a semana vai ser melhor ainda, com o regresso às aulas da Madalena. É, vai recomeçar a lufa-lufa. E o tempo está aí, a mostrar que o Verão se está a ir (mas chegou a vir este ano?). O que ainda estou a fazer de sandálias? Já parece mal ou ainda não?