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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Things I need

Facas afiadas (ou um gingarelho para afiar facas).

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Capa para livros (pode ser daquelas lolós, em tecido, com flores, bonecada e tudo).

 

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Não são coisas relacionadas, entenda-se. Hum, wait...

Produtos sucedâneos?

O meu médico já há tempos me disse que os meus níveis de colesterol (do mau) já tiveram melhores dias. Mandou-me tomar Danacol.

 

Comprei uma vez ou duas, porque acho aquela porcaria a modos que a dar para o caro. E como o colesterol não dói, uma pessoa tende a deixar andar, verdade?

 

Aqui há dias comprei umas bananas. Sim, isso não tem nada de especial, toda a gente compra bananas e estou aqui a falar de ba(na)nalidades. Mas dei por mim a olhar para o autocolante que vinha espetado na casca. Dizia Banacol.

 

Se calhar dá para fazer daquilo produto sucedâneo, não? Quem precisa de Danacol, também pode comer uma Banacol?

 

Sempre sai mais barato dar mais ou menos €0,99 por cada quilo de bananas do que €3,85 por um pack com 6 frasquinhos de 100gr...

 

 

O lado bom de deixar a mesa da cozinha em estado de sítio, cheia de livros, cadernos, lápis, borracha, caneta, folhas de rascunho...

...e de dedicar umas horitas a ajudar nos estudos é este:

Telefonema à hora de almoço. "Mãe, estou buéda contente! Tive 74,4 no teste de Português, fui a melhor nota na turma. O menino que costuma ter cincos a tudo teve 74,3. Por um bocadinho, mas tive a melhor nota!"

 

Sim, ela também vai começando a estudar sozinha, mas não acho nada de mal dedicar-lhe umas horas, para ajudar em dúvidas, fazer perguntas, ficar a par da matéria, relembrar, é tudo benéfico. Chama-se a isto acompanhar. E acho que é o esperado de mim.

 

Pelo menos no que puder e enquanto puder acompanhar vou fazê-lo. Tem muito tempo para ser largada sozinha no meio de calhamaços. A autonomia vem aos poucos, não precisa de vir toda de uma vez. E para mim, ser Mãe é isto, é acompanhar e apoiar. E ensinar a estudar, que isso é algo que muito pouca gente ensina aos miúdos. Depois espera-se que eles saibam estudar sozinhos.

 

Às vezes acho que malta que apregoa a autonomia (quase desde o berço) é malta que não se quer é dar ao trabalho. Porque sim, dá trabalho, ocupa tempo, mas para mim compensa e, estou em crer, que as crianças desenvolvem melhor a auto-confiança e a auto-estima se tiverem ajuda, se souberem que têm apoio em casa.

 

Sempre é melhor do que crianças que vão para a escola com um olho negro, porque não sabiam fazer umas coisas nos TPC's (desabafo)...é sempre mais fácil dar-lhes um selo num olho, do que ajudá-los com a matéria.

Novas leituras

Na última revista do Continente que comprei (gosto de comprar para cuscar as receitas) vinham, como de costume, alguns cupões de desconto. Um deles era um cupão de desconto na compra de livros da Sveva Casati Modignani. Que chatice! Era mesmo a pensar em mim, não era? Que queridos! Ainda pensei em ignorar o cupão, ah e tal, não vou comprar mais livros agora, mas, a dois dias de expirar, não fui capaz de ignorar e lá trouxe mais um livro da Sveva. Infelizmente a escolha não era muita (ou estavam meio escondidos).

Acabei por trazer este, que ainda não tinha lido. 

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Eu podia agora ir ler um dos outros livros que tenho por aqui. Mas já sei que quando há livro novo da Sveva no pedaço, é nesse que vou pegar primeiro, por isso mais vale assumir...

 

 

Leituras terminadas

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Amor, Ponto e Vírgula!

Uma história sobre amor, como tantas histórias de amor, mas invulgar, contada com uma grande leveza e muito sentido de humor.

Achei muita graça ao Ponto, Trema e Vírgula como nomes de locais.

Um final meio estranho, mas ao mesmo tempo bastante cómico.

Um livro que demorei imenso tempo a ler, dada a minha predisposição, mas pronto, já foi.

 

Deixo-vos com algumas partes que achei interessantes:

 

"Bem, é um facto conhecido que os médicos dizem que os sonhos que pensamos durarem a noite toda, na verdade, não duram mais do que um batimento cardíaco ou dois. Voamos durante horas através de núvens ou ficamos em pé um dia inteiro, completamente despidos na Rua Principal ou desatamos a rir num abraço com uma mãe que, afinal, está morta há trinta anos, ou corremos quilómetros e quilómetros perseguidos por táxis fantasma, a arfar e exaustos, mas, no estranho mundo deste lado do sono, termina tudo enquanto piscamos um olho."

 

"Os seres humanos têm uma capacidade quase inesgotável de se iludir a si próprios - uma habilidade tenaz de negar o que é nitidamente óbvio, um talento maravilhoso (que chega a partir o coração) para acreditar em algo bastante melhor do que seja o que for que estejam a enfrentar, directamente, olhos nos olhos, mesmo até as portas barulhentas do "pavilhão dos chuveiros". E que grande benção é essa capacidade. É aquilo que nos leva a escrever poemas. É o que nos faz entoar canções e pintar retratos e construir catedrais. É a razão da existência das colunas dóricas quando um tronco de uma árvore teria servido perfeitamente. É um dom glorioso, belo e agonizante que nos torna humanos."

 

Food

Ao almoço, atum braseado com sementes de sésamo, acompanhado de uns simples bróculos.

 

Para o jantar, repetir esta receita, para dar conta do frango que andava ali a ocupar espaço no congelador.

 

Nada mau. Podia ser daquelas que não sabe estrelar um ovo e as refeições eram batido de atum...

Traumas

Ir ao médico. Ir à farmácia. Comprar todos os medicamentos. Alinhar as caixas dos medicamentos na cozinha. Tomar dois deles. A caixa do anti-depressivo continua por abrir. Se os outros dois ajudarem (nos ataques de ansiedade e pânico, a regular os sonos, a vitaminar o cérebro), se calhar a caixa do anti-depressivo fica ali, intacta...

Be an Emotion

Já tinha ouvido falar disto há uns tempos e hoje voltei a ouvir falar sobre isto no blog da Cocó na Fralda - Be an Emotion.

 

Eu acho o conceito giro e fofinho. Basicamente consiste em transmitir mensagens que germinam através de plantas, mais concretamente num pé-de-feijão, sendo que existem algumas palavras e frases curtas predefinidas como: ‘amo-te, ‘adoro-te’, ‘gosto de ti’, ‘boas festas’, ‘boa sorte’, ‘desculpa’, obrigado’ e ‘parabéns’. Mas se quisermos alguma coisa diferente também há a possibilidade de personalizar a oferta com a mensagem que se desejar.

 

O meu receio com este miminho é o meu problema de falta de jeito tremenda para flores e plantas. Vai que eu encomendo uma plantinha para germinar e dizer "amo-te", ofereço a uma pessoa especial, e depois aquilo cresce e diz algo bonito como "és um cocó"? A sério, pode acontecer, as pessoas sem jeito para plantas estão sujeitas a estas coisas...