Este foi o livro que veio comigo hoje. Diz que é a mais bela história de amor do século XXI. Okay, vamos ver...
É o último dos 4 livros que comprei com a promoção da Presença. Até agora gostei de todos, falta saber se este também é bom. Pelos menos já vi alguns comentários favoráveis.
A acção decorre num país de localização indeterminada, algures numas ilhas do Báltico. Entre as exóticas e curiosas personagens, destacam-se o honesto e atencioso Presidente da Câmara de Ponto, Tibo Krovic, e aquela por quem nutre um amor secreto e platónico, a sua bela secretária Agathe Stopak. A narradora, omnisciente e omnipresente, é Santa Walpurnia, uma virgem barbuda e mártir, antiquíssima padroeira da cidade, recurso que confere um inigualável grau de humor a esta obra.
Depois da pica com que me apanhei a partir de Julho (primeiro período de férias) em que me pus a "devorar" livros (alguns mais para o calhamaço), comecei a ler este livro ali uns dias antes de começar o novo ano lectivo, com todas as rotinas e correrias inerentes. Demorei para caraças até o acabar, comparando com algumas leituras anteriores. Tive muitos dias em que não me apetecia ler, outros em que queria ler mas não tive tempo. Nada por culpa do livro, mas da minha predisposição e cansaço. Mas pronto, virei hoje a última página e ainda me sinto meio zonza.
O livro não tem uma leitura difícil, mas sente-se como que uma espiral em crescendo, que nos vai fazendo ficar mais e mais empolgados, apesar de alguma, não diria dificuldade, mas de alguma necessidade de parar a leitura, voltar umas páginas atrás, muitas datas, muitas localizações, muitos nomes diferentes a surgirem a cada 4 ou 5 páginas.
Também, algo assim a nível internacional, tinha mesmo de ser apresentado desta forma, porque na verdade, muitas coisas aconteciam em simultâneo e era preciso entrar na história de várias pessoas para se irem percebendo os contornos das motivações e a forma como esta rede de crime funcionava e tocava tantas pessoas em tantas partes diferentes do mundo. E tudo ali, à distância de uns cliques.
Passei a levar muito mais a sério o spam que recebo por email. É assustador pensar que algo daquele nível possa estar por detrás de alguns emails que vão para o nosso junk folder. Aliás, aquilo era obra de alguém muito lunático, mas quantos não há por aí? Como saber se não existe mesmo uma organização que leva a cabo operações daquelas? Claro que uma pessoa foi lendo o livro sempre a pensar que alguma coisa ia ter de correr mal a dada altura para a organização criminosa abanar. Porque, quase podia ser, mas ainda não foi o crime perfeito. Com seres humanos por trás, há sempre algo que vai correr mal.
O destino dos líderes da organização não me surpreendeu. Acho que imaginava um final assim já umas páginas antes. Não esperava era o twist da última página. E agora? O que vai acontecer a seguir? Mas então...? Mas como raio é que...? But how did they...?
Questions, lots of questions...
E, desculpem lá o spoiler, mas achei curioso que, apesar da rede de colaboração que se criou entre as forças policiais de vários países, no fim chegaram lá os russos e partiram a loiça toda sozinhos. Foi uma lufada de ar fresco de todos os livros e filmes em que são os Americanos a salvar o Mundo. De vez em quando é preciso serem outros os heróis.
Bem feito, dava um excelente filme, daqueles thrillers em bom que tanto gosto de ver!
“O problema com as pessoas, pensou ele, é que imaginamos a vida como uma larga autoestrada. Logo na adolescência começamos a fantasiar sobre como serão as nossas vidas, no que é que vamos trabalhar, onde é que viveremos, como é que se parecerão e serão os nossos parceiros, quantos filhos teremos, quanto dinheiro iremos ganhar. Pensamos nisso tudo e fazemo-nos à estrada, pé a fundo no acelerador, e alguns de nós saem da estrada na primeira curva apertada, outros algumas voltas depois. Precisamos de muitos, muitos anos para perceber que a estrada da vida está cheia de curvas apertadas e às vezes nem mesmo um conhecimento antecipado excepcional ou a habilidade de fazer essas curvas podem evitar que saiamos da via.”
De repente uma pessoa abre a página do Sapo Blogs e aquilo está tudo diferente.
Parece-me tudo funcional, uma mera habituação a novos layouts e a procurar onde ficam os novos cantos da casa.
Para começar, adorei a nova funcionalidade que permite carregar uma imagem do computador directamente para um post e para o Sapo Fotos. Muito melhor do que ter de ir primeiro carregar a foto no Sapo Fotos para depois a poder adicionar num post (sendo que às vezes demorava até conseguir fazê-lo). Nice!
Primeiro dia do mês. Aquele mês em que finalmente começamos a aceitar que estamos no Outono. Porque em Setembro ainda fingimos que estamos no Verão (se bem que as temperaturas hoje enganam, mas eu cá não me queixo, pode continuar assim).
- Dia Mundial da Música;
- Dia Nacional da Água;
- Dia Internacional do Idoso.
Credo, se calhar podiam ter espalhado melhor isto, não? É muita comemoração para ir e uma pessoa não tem tempo.
Adiante.
Aguardam-se as castanhas assadas vendidas na rua (já estou a salivar).
Entra hoje (finalmente!) em vigor a lei que criminaliza os maus-tratos contra animais, que prevê que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias".
A mesma lei indica que para os que efetuarem tais atos, e dos quais "resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção", o mesmo será "punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias".
E ainda que quem abandonar os seus animais de estimação "é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias".
Vem tarde, mas mais vale tarde do que nunca.
É pena que lhe tenham dado um twist conveniente para manter a porcaria das touradas neste País. Imagino que ao referirem-se a "animal de companhia" excluam da aplicação desta lei as pessoas que maltratam e torturam um animal numa praça pública, algo a que chamam espectáculo, porque, enfim, as pessoas tipicamente não têm um touro na sala a aquecer-lhes os pés.