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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

A reter

Não é bem o meu género de livro, mas peguei nele aqui há dias na Fnac, li o resumo, folheei umas páginas e fiquei com a pulga atrás da orelha.

 

Digamos que estou intrigada com esta leitura, ao mesmo tempo que receio que seja uma leitura que provoque alguma regurgitação, depois de ler sobre estes meandros todos meio nojentinhos, verdade?

 

Fica aqui a lembrança...

 

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Eu cá acho que este rapazito, o Gustavo Sampaio, é capaz de ter a cabeça a prémio. Isto se fosse em certos sítios, tipo, vá, a Sicília (não liguem, é influência do livro que ando a ler), já tinha aparecido em casa com uma bala enfiada na tola. Por cá, é capaz de ter uma queda aparatosa, ou um acidente de carro ou assim...

 

Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para a Holanda ou para a Zona Franca da Madeira... Quase todos estes contratos, negócios e direitos adquiridos foram assessorados, intermediados, aconselhados, estruturados, facilitados pelas principais sociedades de advogados que operam em Portugal. As que mais facturam. Quer do lado do Estado, em representação do interesse público, quer do lado do sector privado, defendendo os interesses empresariais dos respectivos clientes. Ou em ambos os lados, muitas vezes em simultâneo, por entre indícios de conflitos de interesses. O jornalista Gustavo Sampaio, autor do bestseller Os Privilegiados, apresenta uma investigação jornalística rigorosa e inédita que, pela primeira vez, revela e sistematiza as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no activo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade regulatória, entre outros elementos. Este trabalho de investigação, a compilação de factos e o cruzamento de dados compõem um retrato impressionante sobre a triangulação de interesses entre o poder político, o mundo empresarial e os consórcios de advocacia, desafiando o leitor através de um conjunto de questões, nomeadamente:

- As sociedades de advogados são uma peça essencial no mecanismo de aparente captura do poder político pelo poder económico e financeiro?

- Além de assessorarem e facilitarem, as sociedades de advogados também acabam por- de algum modo - incitar, promover, influenciar ou pressionar para que todos estes contratos e negócios se concretizem?

- Será legítimo - ou recomendável - que as mesmas sociedades de advogados participem tanto na negociação como na renegociação, ou seja, tanto na blindagem como na posterior desblindagem desses contratos e negócios, ora do lado do Estado ora do lado do sector privado?

 

 

 

Eu até queria tratar da Árvore de Natal e afins no próximo fim-de-semana

Não sei é se vamos conseguir chegar às caixas com a árvore e decorações natalícias, no estado de sítio em que está aquela arrecadação...e isto enerva-me...e assim.

 

Isto se calhar dava para abrir a arrecadação, levar cenas para a entrada da garagem e colocar um cartaz a dizer "Garage sale". Ou isso por cá não se faz?

 

PS - escusam de vir com o ronhó de que só decoram as vossas casinhas no dia 1 de Dezembro, e o Menino Jesus coiso e tal e mais não sei o quê, porque eu estou a borrifar-me para os vossos timings. Em casa de cada um, o Natal é quando cada um quiser. E quem não gosta ponha à borda do prato.

 

PS1 - este ano os presentes de Natal irão ser reduzidos ao mínimo, porque razões, mas se não puder ter as luzes a piscar na sala é tudo bem pior...

 

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A desconversar aprendem eles num instante

Ontem quando os fomos buscar à Escolinha, mencionaram que o pirralho assentou uma lambadex num puto qualquer lá da sala.

 

Mais tarde, enfiada na cozinha de roda dos tachos e cenas, entra o esfomeado do costume, que quer é que lhe atire comida para cima e nunca me deixa terminar o jantar.

 

"Quero pão!"

"Espera um bocadinho, que a mãe está a fazer a papa"

"Quero pão, mãe!"

Não lhe liguei.

"Então, mãe, quero pão" (agora anda com esta do então, quando não é logo atendido, que Sua Excelência tem pressa)

"Olha, então tu hoje bateste no M?"

"Xim"

"E bateste porquê?"

"Bati na cara. E a C. (Educadora) ficou zangada com o Mates"

"Olha, mas não podes bater nos meninos, está bem? Têm de ser amigos"

"Mãe, quero pão e frutinha"

 

...

Há qualquer coisa em mim, talvez de lagartixa, que faz com que de vez em quando eu fale e não seja escutada. É natural, ninguém espera que uma lagartixa fale. De tal modo lagartixa que às vezes também faço perguntas e nem resposta mereço. Quem é que se dá ao trabalho de responder a uma lagartixa?

 

E já se sabe que quem nasce lagartixa nunca chega a jacaré.

 

 

Adoro!

Aquelas noites em que a Madi e o Marcos se enfiam na camita dele a ver desenhos animados e acabam por adormecer. Não estou cá para acordar a Madalena para ir para a cama de cima. Quanto mais não seja porque adoro ir acordá-los de manhã e vê-los a dormir juntos, todos agarradinhos, ou ambos na mesma exacta posição, para tipicamente quando um muda de posição, o outro mudar para a mesma posição em coisa de 30 segundos. É tão giro!

 

 

Usar o Blog como Agenda

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No AXN, 27 de Novembro, 22h15

 

Esta série, cheira-me, que é daquelas que tem tudo a ver comigo.

 

Sim, sim, também marquei na agenda do telemóvel, porque infelizmente o Blog ainda não vibra para avisar de compromissos...

 

Às vezes é precisa uma certa dose de paciência para certos professores, indeed!

A Madalena ontem vinha outra vez muito feliz da Escola. Recebeu o teste de Inglês e teve 90%. [Inserir momento de pausa para a mãe babar...só por uns minutos]. Deu-me o teste para ver e assinar. Estive a cuscar aquilo.

Às tantas, reparo num exercício onde ela tinha uma cenita marcada como errada, mas que para mim, estava correcto o que ela escreveu. Então, o exercício tinha um conjunto de imagens de pessoas com indicação de nomes e idades, e depois eles tinham de responder, que idade tem o não sei quantos. Para acertarem na cena do She/He e dos números, bem entendido.

Mas, lá no meio, uma das imagens era de um cão. Quando perguntaram a idade do bicho a Madalena respondeu correctamente "It's x years old". A professora marcou errado e corrigiu para "She's". Na altura até fiquei na dúvida e disse-lhe "eh, pá, ia jurar que no caso de animais se usa o mesmo que para coisas, que é It". Responde a Madi "sim, sim, a professora quando me entregou o teste disse que o correcto era dizer "It's", mas como ela só deu essa cena de explicar o It para coisas e animais na aula a seguir ao teste, marcou-me errado no teste, porque não era suposto ainda eu saber e portanto, tinha de responder "She". [inserir momento de pausa para gritar por uns segundos]

 

Are you kidding me? Isto não dá vontade de ir lá dar um estalo à mulher? Eh, pá, eu sei que aquilo é um pentelho no meio da cotação das respostas, mas isto não dá vontade de bater? Ou sou eu que ando afectada dos nervos?

 

1) Uma pessoa é suposto só saber coisas que aprende com aquela Professora? Acaso não pode aprender com a família, com os Professores do ATL ou porque leu em qualquer lado? Há que incentivar respostas incorrectas? Se ainda não tinha dado o It, então porque meteu o desgraçado do bicho no teste e perguntou logo sobre aquele?

2) Ainda por cima, acho que o bicho tinha nome de cão que tinha pila. Portanto, sendo assim devia ter sido He e não She.

3) Isto fez-me lembrar uma Professora de Português que tive algures no 6º ano que me entregou um teste com o meu nome corrigido. Fui lá perguntar. Disse-me que o meu primeiro nome não levava acento no a mas sim no u. Mostrei-lhe o BI. Disse-me que o BI estava claramente incorrecto.