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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Friday!!!

É sexta-feira. A Madalena hoje já não teve aulas. O Marcos ainda foi à Escola, porque logo tem a festinha de Natal. E de manhã fiz um dói-dói no dedo do toma, à pala de a cadela estar com o cio, por causa de outro cão desvairado. Não parti o dedo por um bocadinho.

 

Mas pronto, vem aí o fim-de-semana e o Natal e dá-me jeito que o dedo desinche para fazer algumas coisas, sim?

 

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Momentos doces...

Hoje foi dia de experimentar fazer bombons de chocolate, para testar as novas forminhas de silicone, com formatos de coração e natalícios. Ficaram uma maravilha (uns com amêndoa, outros com amêndoa e alperce seco e outros simples).

 

Depois ainda recebi uns bombons também caseiros de uma amiga ao final da tarde.

 

É um dia bom...porque é doce.

 

Não estão fofos? Adoro os natalícios! Acho que vou repetir a experiência várias vezes. É agora que tenho mesmo de partir as nozes e as amêndoas...

 

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Mudam-se os tempos

Hoje à hora de almoço, quando desci para ir com a Zoe à rua, encontrei a senhora dos Correios, que por acaso também mora aqui no bairro (e às vezes cruzamo-nos quando ela também passeia os seus quatro patas). A senhora é uma simpatia, portanto, trocamos sempre uns sorrisos e uns galhardetes. 

 

Disse-me ela "Ai, a ver se despacho as entregas para também ir passear os meus cães. Isto esta altura do ano é impossível, com tanto correio!".

E perguntei-lhe eu "Então e diga-me lá, as pessoas ainda enviam postais de Natal?".

E a senhora respondeu-me que não, de todo. O que agora incrementa o trabalho dos CTT são as muitas encomendas que se fazem online, de livros e outras coisas, das Amazon, das Fnac, das Wook, etc, e que começam a ser entregues por estes dias, porque muitas são prendas de Natal.

 

Eu ainda sou do tempo em que chegava a esta altura e reunia uma série de postais de Natal para enviar a amigos e familiares. Foi uma tradição que se perdeu. Eu que adorava enviar e receber postais de Natal também já deixei de o fazer. Até para o meu tio que vive na África do Sul, e que ainda era dos poucos postais que enviava, deixei de enviar. Agora há os SMS's, os telefonemas gratuitos, o Facebook. E hoje em dia acho que practicamente já ninguém tem as moradas de ninguém.

 

Mas tenho saudades. Havia postais de Natal tão bonitos. Ainda gostava de voltar a receber um postalito de Natal na caixa de correio...

 

 

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Leitura terminada

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Bom, depois de alguma indecisão, acabei por pegar neste. Olhei bem para ele e pensei "isto é livro para se calhar se conseguir ler bastante rápido, verdade?". E assim foi. Peguei-lhe ontem e só não o acabei à noite porque me começou a dar uma real dor de cabeça e tive de o largar. Mas hoje consegui retomar a leitura e levar a história até ao fim (ainda que a dor de cabeça se mantenha...nem é bem dor de cabeça, é uma espécie de pressão na zona logo acima dos olhos, que já me está a enervar).

 

***

 

Este livro conta-nos a história de Eddie, um rapazinho de doze anos que, chegado ao Natal, desejava ardentemente receber uma bicicleta. Apesar de ter perdido o seu pai há 3 anos e a situação financeira da família ter piorado. Depois de muito a ter pedido e por achar que a merecia, chega à manhã de Natal e recebe como prenda da mãe uma camisola de lã, tricotada por ela, com muito amor e carinho. 

Eddie fica muito, muito, muito zangado por receber "uma estúpida e feia camisola tricotada à mão" e atira-a para um canto do quarto. E toda essa sua raiva despoleta uma série de emoções e sentimentos negativos e eventos inesperados e tristes, que o levam a um ponto de quase não retorno. 

Eddie era demasiado novo para perceber o valor simbólico de uma prenda tricotada pela mãe com tanto amor e, por isso, decide questionar tudo e todos à sua volta. Mas vai ter de descobrir que na vida há coisas muito mais importantes do que receber a prenda que se queria, ainda que até chegar a essa percepção tenha de passar por um grande conflito interior. 

 

Na altura em que comprei este livro pensei que se calhar ia ser daqueles que estava a comprar pela capa, mas que ia ser uma decepção. Mas é uma história apaixonante, emocionante, carregada de simbolismos (com alguma conotação religiosa) e que nos deixa a pensar quantos de nós não tivemos já um ou vários momentos na vida em que nos deixámos consumir pela raiva e ficámos cegos a tudo o resto, por causa de algo que não valia a pena. Eu certamente que já e mais do que uma vez, infelizmente. Apesar de saber que não é o melhor. Mas por vezes é muito difícil lidar com as emoções.

 

Este livro fala-nos de amor, de amizade, da importância da familia, dos valores do Natal - a partilha, o reunir a família, o convívio, partilhar uma refeição em conjunto, esperar a neve na noite de Natal...não podia ser mais adequado para a altura em que estamos e em que por vezes nos esquecemos destes valores e achamos, tomados pela febre do consumismo, que o Natal é sobre trocar prendas caras. 

 

E fala-nos também de fé, fala-nos de Deus e da capacidade que nos dá de termos segundas oportunidades, de reconsiderarmos, de nos redimirmos de algo que fizemos de errado. É um livro que, nesse ponto, poderá colidir com as crenças de cada um. Mas religião à parte, é um livro fascinante, imperdível, que devia ser lido por crianças, talvez a partir dos 10 anos ou algo assim, para lhes serem passados estes valores e para ganharem um pouco de perspectiva em relação à noção de Natal que têm. 

 

Não estou nada arrependida de o ter comprado e recomendo a sua leitura. Acho que é um livro que vou guardar com especial carinho e tentar reler todos os Natais.

 

***

 

Para lá da história, o que me encantou desde logo neste livro foram as ilustrações, os pormenores, a capa e a contracapa. Ora vejam lá se não é fofo:

 

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E quem tem um marcador natalício super fofo também, quem é?

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Decisions, decisions...

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Um tem um ar todo natalício, por fora e por dentro, cheio de pormenores lindos.

Outro tem uma capa linda, perfeita para a altura do Inverno, que está quase a chegar. 

Um parece assim mais espiritual (não sei bem explicar), mais à volta dos valores e sentimentos de que nos devemos rodear no Natal.

Outro parece-me ter uma história mais intrigante. 

Um é grande.

Outro é mais pequeno. 

 

Estou aqui que não sei. É porque já falta pouco para acabar o ano e, como ando um bocado lenta a ler, tenho receio de que o próximo livro possa ser a última leitura do ano e, por isso, gostava de ter nas mãos assim um livro bom, que me enchesse mesmo as medidas. Se calhar ia era ler ali um dos livros da Lesley ou da Dorothy que também tenho na lista de espera, mas estou aqui a resistir à tentação de fazer a escolha óbvia. 

 

Ai, a minha vida, só decisões difíceis!

Leitura terminada

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Bom, demorou a ler.  Porque comecei-o e depois recebi livrinhos de Editoras aos quais dei prioridade e este ficou para trás. Quando terminei as leituras dos livrinhos das Editoras lá retomei a leitura deste. Ainda assim demorei um pouco a despachá-lo, porque isto anda um bocado lento.

 

E o que dizer? Não foi daqueles policiais extremamente excitantes que nos fazem virar páginas avidamente, não foi. Foi um policial de leitura lenta, de passada calma, ao ritmo de uma investigação cuidada e não frenética. O que por um lado foi bom, porque às vezes esses policiais frenéticos e com personagens completamente loucas, deixam-nos completamente atrofiados da cabeça durante uns tempos (como me aconteceu com os livros da trilogia As Faces de Victoria Bergman).

 

Neste livro abordam-se temas como o mundo da moda e das suas top models cheias de dramas, problemas familiares e problemas familiares. E ainda os papparazzi, ávidos de uma foto que lhes renda dinheiro, ainda que isso tenha um enorme impacto na vida das "vítimas". 

 

Gostei muito da personagem principal, o Cormoran Strike. E da secretária dele, a Robin. Ambos inteligentes e cativantes, peças importantes na conclusão desta investigação. 

 

Contudo, neste policial aconteceu algo que normalmente não me acontece. Tipicamente, ando ali a pensar "foi este, foi aquele, não, deve ter sido o outro" e depois levo o estalo nas últimas páginas, quando se tem aquela reacção do "não possooooo!!!". Neste livro, pela primeira vez, eu desconfiei desde o primeiro momento de quem era o assassino. Não me perguntem porquê, mas houve ali qualquer coisa que me disse logo "foi esta personagem". E, portanto, chegar ao final não foi o costumeiro "este? não acredito", mas sim um "pronto, bem me parecia". Apenas me foram desvendados os detalhes, mas percebi logo quem era a peça. 

 

E a sensação que tive foi que o detective privado teve exactamente o mesmo feeling que eu, apenas andou por ali a reunir provas, para garantir a credibilidade da investigação em tribunal. 

 

Mas gostei muito. Apesar da passada lenta, gostei desta leitura que ainda assim me ia fazendo pensar nas envolventes e em várias personagens para tentar perceber se me desviavam da rota inicial de desconfiança. De facto, havia ali uma ou outra personagem sinistra e com personalidade execrável, mas nunca me desviaram muito da minha linha de pensamento. 

 

Tenho ideia de que este livro inicia uma série, portanto, fico curiosa de ler um próximo livro em que possa acompanhar mais uma investigação do Cormoran Strike, uma personagem por quem ganhei bastante simpatia. 

 

 

PS - também gostei de este livro nos fazer viajar ali por algumas zonas de Londres por onde já passei. Inclusivamente, o Cormoran costumava ir a um pub que até perguntei ao Semi-Deus se, de facto, existia, já que ele conheceu muitos pubs e geriu um ali naquela zona. Até tinha tido piada ter sido o pub que ele geriu, mas parece que não, era um concorrente.