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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Nova leitura

Depois de um romance histórico, apetece-me algo leve e divertido. Tenho saudades de Sophie Kinsella e, portanto, o livro que se segue é...

 

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Sinopse

Chamo-me Samantha. Tenho vinte e nove anos. Nunca na vida usei o forno para fazer pão. Não sei coser um botão. Sei é reestruturar contratos de financiamento de empresas e salvar os trinta milhões de libras do meu cliente.
Samantha é uma advogada bem-sucedida em Londres. Trabalha o dia todo, não tem vida doméstica, e só se preocupa em encontrar um companheiro. Habitualmente tem êxito sobre pressão e adrenalina. Até que um dia...
comete um erro. E o erro é tão grave que acaba por destruir a sua carreira. Fica tão desnorteada que ao sair do escritório, apanha o primeiro comboio que vê e, quando se apercebe, não sabe onde está. Ao pedir indicações numa grande e bonita casa, é confundida com alguém que tinha sido entrevistada para o cargo de governanta e, sem mais nem menos, é-lhe oferecido o emprego. Não faziam ideia que estavam a contratar uma advogada licenciada em Cambridge com um QI de 158, muito menos que Samantha não faz sequer ideia como funciona o forno.
E o desastre acontece. O caos instala-se quando Samantha luta com a máquina de lavar... com a tábua de passar a ferro... e tenta cozinhar cordon-bleu para o jantar..

Leitura terminada

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Um excelente livro para terminar o ano e para iniciar o novo ano! 

 

Não lhe dei um 5 no Goodreads, dei-lhe um 4, porque também não foi o melhor que já li. Mas gostei muito.

 

Este livro conta-nos a ascensão de Catarina, a Grande ao trono da Rússia no século XVIII. Não sei nada, ou não sabia nada, sobre a história da Rússia, os seus Imperadores e a sociedade nesta época. Achei um relato brilhante, contado na perspectiva de Varvara, ou Bárbara, uma orfã que consegue entrar na Corte e se entrega ao papel de espia da Imperatriz Isabel e, depois, de Catarina. 

 

Creio que haverão muitos detalhes históricos reais no meio da história, sendo que fica muito difícil perceber o limite entre o que é detalhe histórico e pura ficção. O que é bom, quando conseguimos ler um livro de ficção e ficar com a impressão de que tudo o que estamos a ler pode perfeitamente ter acontecido.

 

O livro fala-nos de poder, de ambição, de intriga (muitaaaa intriga), de inveja, de cobardia, de segredos, de adultério e dos perigos dos jogos de espionagem e de se acreditar que se é especial. De como nada é o que parece e de como era difícil criar uma amizade e, especialmente, mantê-la, porque nenhuma amizade parece de confiança, nenhum porto era seguro.

 

Ficamos ali sempre na expectactiva do que vai acontecer a seguir e, principalmente, a pensar em como vai acabar a história para Varvara. O final acaba por supreender nesse sentido, porque em muitos momentos do livro achei que aquilo não ia acabar bem. 

 

Fica-se com vontade de ler a continuação deste livro, porque deixa algumas pontas soltas e deixa-nos uma grande curiosidade sobre o que acontecerá a seguir. Quanto tempo esteve Catarina no poder? Esteve até morrer ou sofreu um golpe? Quem tomou o poder a seguir? Qual dos seus filhos? Ou nenhum deles? Quantos amantes mais teve Catarina? 

 

Em suma, é um romance fascinante e que me deixou com muita vontade de ler mais romances históricos.

 

PS - depois de terminar o livro, fiquei a olhar para a capa e os seu muitos pormenores. Decidi que quero uma capa igual à da rapariga da capa! Não sei se para sair à noite, se para ir às compras, se para andar por casa, enquanto faço o jantar, mas apetece-me uma capa igual áquela...