Sinais da vida
Hoje foi finalmente o dia em que fui tirar o sinal que tinha debaixo de uma mama sub-mamário (agora já posso usar um termo mais técnico). Depois de uma enorme espera pela consulta, mais uma desmarcação e nova marcação, tive nova consulta algures em Novembro passado e o médico lá marcou a "intervenção cirúrgica" para hoje.
Aquilo foi coisa muito rápida, demorou mais a preparação que outra coisa. E pensei que ia ter imenso tempo para avançar na minha leitura (consultas em hospitais públicos costumam significar horas de espera), mas li 3 páginas e chamaram-me! Pasmei!
A única coisa que senti foi a picada da anestesia, de resto, foi rápido e indolor.
De recomendações para casa, apenas aplicação de Betadine (porque foi retirado com um bisturi eléctrico e, portanto, vai ficar uma marca feia de queimadura agora umas semanas) e, disse-me a enfermeira, "deixar andar ao ar o mais possível". Eu olhei para ela, com aquele ar do "vou-me rir na tua cara" e perguntei se tinha mesmo de andar com as mamocas ao ar, porque enfim, vem aí uma frente polar e uma pessoa não se aguenta (além de que podia ser presa por atentado ao pudor) (ou ferir alguém com um mamilo firme e hirto de frio). A enfermeira riu-se (deve ter percebido o que disse) e acabou por me dizer que o ideal era agora andar 2 semanas sem soutien.
Sou capaz de aderir mais a isso.
Portanto, se andarem na rua e virem alguém com mamocas a dar a dar, sou capaz de ser eu. Que por duas semanas vou andar numa onda hippie e deixar as minhas Margaridas andar à solta.
