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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Nova leitura

 

 

De um romance histórico para um thriller psicológico! 

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SINOPSE
 

Addy Hanlon sempre foi a melhor amiga de Beth Cassidy e a sua parceira de confiança. Ambas cheerleaders temidas pelas raparigas da escola, atingiram o pico das suas carreiras no secundário e lideram uma claque intensamente competitiva e admirada por todas as colegas - até ao momento em que chega a nova treinadora. Dominante e carismática, e uma emissária do mundo adulto além do alcance das jovens, a treinadora Colette French seduz Addy e as outras cheerleaders com o seu charme.

Apenas Beth, incapaz de aceitar a nova autoridade, permanece fora do círculo de confiança da treinadora, tentando por todos os meios recuperar a sua posição como cheerleader de topo. Mas quando um crime abala a comunidade, começa uma investigação policial que tem como alvo as alunas da escola. À medida que se aproxima o final da época, Addy e Beth irão aprender, da pior forma, que as fronteiras entre lealdade e amor podem ser um terreno perigoso num jogo que já ultrapassou todos os limites.

 

Um livro da Saída de Emergência, que podem comprar aqui.

 

SdE

 

Leitura terminada

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Uma mudança para um romance histórico.

 

Um livro que mexeu com os meus sentidos. Um livro que me fez lembrar um pouco o meu livro favorito de sempre (O Perfume, de Patrick Süskind) e que, por causa de estar centrado numa mulher forte, me fez lembrar também os livros da Lesley Pearse (sem ser tão extenso e tão descritivo).

Esta história desenrola-se por altura da Primeira Guerra Mundial e retrata um pouco como foi a entrada da França nesta guerra e as consequências que trouxe para as pessoas.

Fleurette é uma jovem da família Delacroix, um "nariz" juntamente como seu irmão gémeo, prestes a entrar forçada num casamento arranjado com Aimery De Lasset, director da mais famosa fábrica de perfumes em França. A ideia era unir as duas famílias mais ricas de Grasse, ligadas ao negócio dos perfumes.

Contudo, Fleurette detestava Aimery e sentiu-se a morrer no dia do casamento, mais ainda com a ideia de ter de consumar o casamento com um homem que a enojava. Mas, como se diz, é "saved by the bell", porque na sua noite de núpcias os homens da cidade são chamados para ingressar na guerra. O que por um lado é um alívio, mas também uma angústia, porque convocados são também os seus dois irmãos, a sua única família.

Mais tarde, depois de receber uma carta do irmão de Aimery dizendo-lhe que existia um motivo muito forte para que não se casasse com Aimery, o próprio Sebástien se apresenta em Grasse e traz com ele um segredo de família, que vem colocar tudo em causa.

Não vos posso contar muito mais para não ser uma grande spoiler, verdade?

Mas é um livro que fala sobre a guerra, sobre o dever, sobre a mudança do papel das mulheres que ficam na cidade enquanto os homens estão na guerra, sobre o amor e a paixão, sobre a família e sobre o quanto um segredo pode trazer consequências trágicas.

E é um livro que nos fala também de perfumes, da criação de um novo perfume, cuja ideia era ser algo completamente novo e cheio de simbolismo. E é fantástico nesse ponto a forma como a autora descreve a forma como funciona a mente de um "nariz" na construção de um perfume. 

Para além de ser bem romântico, mesmo ao meu jeito.

 

Gostei bastante deste livro. Era uma autora nova para mim, mas não desiludiu. Ao início foi-me um pouco difícil entrar na história, mas depois envolveu-me completamente, como um perfume inebriante.

 

Muito obrigada, Quinta Essência, por me terem enviado este livro encantador e dado a conhecer esta autora.

 

 

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Sobre a má publicidade

Na sexta-feira trouxe o meu carro para Lisboa. Como tinha um jantar de equipa, precisava de bólide para depois ir para casa.

Mesmo à patroa, cheguei super cedo e estacionei o carro o dia todo à porta do Colombo (em zona supostamente proibida para estacionar, mas que todos os dias está cheia de carros estacionados).

Na altura de sair para o jantar, não levámos todos o carro porque o restaurante ficava numa zona marada para estacionar. Portanto, juntámos grupos e fomos em menos carros. O meu bólide permaneceu estacionado durante todo esse tempo no mesmo lugar.

Quando me deixaram junto ao carro findo o jantar, sento-me ao volante, olho para o vidro e penso "foudasse! já fui". Toma lá papelinho no vidro com umas letras garrafais vermelhas a dizer "COIMA".

Vim a conduzir para casa a pensar quanto seria a pastilha. E ao mesmo tempo a pensar que bom, bom foi não me terem bloqueado ou rebocado o carro, que isso é que seria uma grande chatice. Tudo por me ter armado em patroa.

Quando estacionei o carro na garagem, lá respirei fundo e tirei o papel do pára-brisas. Com as mãos trémulas, olho para o papel. Confirma-se, diz "COIMA", tem a minha matrícula escrita à mão. Entro no elevador e fico de boca aberta a olhar para o papel. Afinal não era uma multa. Era uma publicidade da Carglass a dizer que eu tinha cometido uma infracção por ainda não me ter deslocado à loja deles para avaliar o estado dos meus vidros. E com dados sobre isso e a morada onde me podia dirigir.

Obrigadinha pelo susto, Carglass! E se fossem à merdinha?