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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Vocês sabem qual é neste momento o meu problema?

É ter ainda dois livros de editoras para ler (aos quais, por questão de princípio costumo dar prioridade) mas ter-me chegado às mãos na sexta-feira esta pequena preciosidade (que foi prenda de Natal para mim própria):

 

Wook.pt - O Labirinto dos Espíritos

 

E por que é que isso é um problema?

É que oiço vozes. Há vozes naquelas 800 e tal páginas que me sussuram da estante "lê-me! lê-me! não me resistas!". Juro! Não acreditam? Comprem o livro e depois digam-me se não é verdade que os livros de Carlos Ruiz Zafón falam para nós, nos esticam os braços da estante, a pedir colo! Têm vida própria. 

E com isto já estou há 4 dias sem me decidir sobre a nova leitura. 

Uma pessoa sofre muito com estas coisas, credo!

 

Leitura Terminada

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Ora então, vamos relembrar a sinopse, shall we?

 

Em 29 de Abril de 1945 um misterioso presente foi enviado por Eva Braun, esposa de Hitler, a uma residência comum, em Zurique, na Suíça. Em 2014, misteriosos homicídios ocorrem nas cidades de Olinda e Recife, no Brasil. O que os dois fatos têm em comum?

Descobre! Ajudando o perito Eduardo Pimentel, o delegado Romeu Dantas e a inspetora Marília Amaral a solucionarem este curioso caso, que envolve poder, cobiça e relógios.

 

Qual foi o meu primeiro problema com este livro? Descobrir logo nas primeiras páginas que era um livro em brasileiro. Eu li a biografia do autor e percebi que era brasileiro mas, enfim, pensei que a escrita fosse em português de Portugal e não em português do Brasil. Vai dái que dei por mim ao longo do livro a pensar no tempo em que via telenovelas e a encarnar personagens da Tieta do Agreste para tentar na minha cabeça ler as palavras com a entoação certa.

O outro problema foi achar que, brasileiro ou não, tinha algumas falhas a nível de construção de frases. Muitas vezes tinha de reler a mesma frase até tentar perceber bem o sentido. O que é sempre complicado porque faz perder a fluidez da leitura.

 

Posto isto, foi um livro ligeiro, com uma história engraçada, mas em que tive algumas vezes a sensação de haver pequeninas coisas daqui e dali que já tinha lido noutros livros. Algumas semelhanças com algo já lido antes.

 

Ainda assim, nunca tinha lido nada sobre um relojoeiro e sobre relógios (que confesso é um objecto cuja mecânica me fascina) passado na altura da II Guerra Mundial. O autor remete-nos para aquela época, mas de um modo algo superficial, e consegue criar um enredo empolgante para nos levar a tentar perceber mais sobre o relojoeiro suiço e sobre a invenção que fez com que Hitler o perseguisse, porque seria uma arma muito poderosa. Não posso contar muito sobre essa parte para não ser spoiler.

 

A história ia alternado entre o presente e momentos do passado, para criar o fio condutor que nos leva a perceber o sentido do mistério sobre o qual a história assenta.

 

Ou seja, creio que o tema central da história, a ideia nuclear da mesma é bastante interessante, com potencial para ter dado um livro muito bom, bem mais completo, mais intrincado, com personagens melhor construídas, só que foi muito superficial. Eu queria que o autor tivesse pegado naquela ideia e a tivesse desenvolvido muito mais. Gostei, mas soube-me a pouco. Queria uma história num crescendo mais lento e mais bem construído, porque achei que havia muito mais para explorar, para explicar.

 

Contudo, anotei algumas frases que achei engraçadas:

 

"Cada dia sabemos mais e entendemos menos (Albert Einstein)"

 

"Desde que o homem começou a marcar seu tempo com horas, dias, semanas, anos, milênios...sua vida tem sido uma laboriosa escravidão"

 

"O tempo é uma invenção do homem para sentir-se sóbrio, quando na realidade está bêbado da confusão que criou"

 

"O passado, o presente e o futuro não passam de ilusão"

 

"Há muito mais para descobrir sobre o universo do que supomos. O que resta é a arte de duvidar. Crês nisso?"

 

É sempre bom conhecer autores novos e escritas diferentes, pelo que agradeço à Chiado Editora por esta oportunidade.

 

chiado

 

 

 

 

É preciso ver que...

...este fim-de-semana tive de voltar à Primark para comprar camisolas quentinhas para os putos (agora andam numa onda de camisolas com carapuço, porque é preciso algum swag) e para o Marcos comprei tamanho 6-7 e uma ou outra 7-8 (que lhe deve ficar só ligeiramente comprida nas mangas).

A criança tem 4 anos.

Se calhar daqui a 2 anos já veste a roupa do Pai.