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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Nova Leitura

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Sinopse

Não abra os olhos. Há algo terrível lá fora.

Num mundo pós-apocalítico tenso e aterrorizante que explora a essência do medo, uma mulher, com duas crianças, decide fugir, sonhando com uma vida em segurança. Mas durante a viagem, o perigo está à espreita: basta uma decisão errada e eles morrerão.

Cinco anos depois de a epidemia ter começado, os sobreviventes ainda se escondem em abrigos, protegidos atrás de portas trancadas e janelas tapadas. Malorie e os seus filhos conseguiram sobreviver, mas agora que eles têm 4 anos chegou o momento de abandonar o refúgio. Procurar uma vida melhor, em segurança e sem medos.

Num barco a remos e de olhos vendados, os três embarcam numa viagem rio acima. Apenas podem confiar no instinto e na audição apurada das crianças para se guiarem.

De repente, sentem que são seguidos. Nas margens abandonadas, alguém observa. Será animal, humano ou monstro?

 

Eu já vi o filme no Netflix. Parvamente, bem sei! Mas não consegui resistir. E gostei muito do filme. Adoro a Sandra Bullock e achei o filme fortíssimo.

Ainda assim recomendaram-me que lesse na mesma o livro porque é bem mais espectacular.

É isso que pretendo, perceber melhor o filme e ler tudo o que não passa na tela...

Leitura Terminada – Ao Fechar a Porta, B. A. Paris

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Sinopse

Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. a paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis.

Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

 

Isto é capaz de ter sido o livro mais sufocante que já li! Pelo menos dentro do género thriller doméstico.

É de cortar a respiração! Senti um horror imenso pelo que acontecia com a Grace e um ódio imenso por Jack, por tudo o que lhe fazia e pelo ser horrendo que era.

E quantos Jack e Grace não existirão neste mundo, sem que se dê conta? Casais que parecem tão perfeitos, capa de revista e que depois, dentro de casa, sabe-se lá que horrores podem acontecer, sem ninguém para conseguir salvar a vítima das garras do agressor.

Ainda não me consegui livrar da dor de cabeça que me deixou a tensão com esta história. Porque é uma história de ficção, mas pode ser tão bem uma história real e estar mesmo ao nosso lado, com uns vizinhos, com familiares, com amigos.

Assustou-me mesmo a crueldade de Jack…

Nunca durante um livro chamei tantos nomes a uma personagem (cabrão, fdp, tudo e tudo) e nunca quis tanto que algo de mal lhe acontecesse.

Só queria gritar para a Grace fugir, só queria ajudá-la e dar-lhe a mão, seria possível que ninguém a conseguia ajudar?

Mas depois deixei de querer que ela fugisse e passei ardentemente a desejar que ela o matasse, porque só queria que ele desaparecesse da face da Terra. Acho que este livro trouxe o pior de mim ao de cima, credo! Tive muitos pensamentos assassinos!

O que suponho fosse o objectivo desta história.

Eu não vos posso contar mais sobre a história do que aquilo que está na sinopse, porque senão eram só spoilers, mas é um livro absolutamente viciante e arrebatador!

Leiam, pessoas!

Leitura Terminada – A Fórmula do Amor, Helen Hoang

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Sinopse

Será que o amor tem alguma lógica?

Para Stella a lógica é a única constante do universo. Inteligente e bem-sucedida, a jovem cria algoritmos para prever as compras dos consumidores - um emprego muito bem pago mas que não a ajuda a perceber os homens. Para piorar, Stella tem síndrome de Asperger e é-lhe mais fácil analisar números complexos do que iniciar um simples relacionamento amoroso. Perante a pressão da mãe para começar uma família, a jovem elabora um plano pouco convencional: CONTRATAR UM ACOMPANHANTE PARA A ENSINAR A SER A NAMORADA PERFEITA.

Michael Phan usa o charme e a aparência para conseguir algum dinheiro extra que lhe permita pagar as contas que se acumulam. E é com profissionalismo que o acompanhante de luxo aceita ajudar Stella em todos os pontos do seu detalhado plano de trabalho, DOS PRELIMINARES ÀS SITUAÇÕES MAIS ÍNTIMAS.

Mas quanto mais tempo passam juntos, mais Michael fica encantado com a mente brilhante de Stella. E ela, pela primeira vez, sente-se impelida a sair da sua zona de conforto e a descobrir uma nova constante do universo: O AMOR.

 

Este livro foi-me gentilmente enviado pela Saída de Emergência. No dia em que chegou estava quase a terminar o livro do Nuno. Peguei-lhe no dia seguinte, depois do jantar e de tudo arrumado quando me abanquei no sofá com os meus saquinhos de água quente de quatro patas. Deviam ser dez e meia da noite ou assim. Quando dei por mim estava a virar a ultima página e eram quase 5 da manhã. Dormi duas horas nessa noite, algo de que ainda me encontro a recuperar.

Foi uma história que me envolveu e se tornou numa leitura muito compulsiva. Adorei a Stella, com o seu Asperger e as suas fragilidades inerentes. Adorei o Michael, que conhecemos como acompanhante de luxo (um prostituto, portanto) mas que depois descobre em Stella algo que nunca tinha descoberto em nenhuma outra mulher e por quem se apaixona. O livro tem um final previsível, o que para mim foi fundamental, mas é muito interessante o caminho até lá chegar, por todo o percurso de descoberta de ambas as personagens.

A Stella tem uma profissão de sucesso e tem uma família muito abastada. Michael vem de um meio pobre e tem uma família muito simples. E vamos descobrir os motivos nobres que fizeram com que Michael se dedicasse a ser acompanhante de luxo. Portanto, acabei por gostar muito dele.

Agora, malta, isto não é um YA! Cuidado com isso. É uma história romântica sim, mas tem muitos momentos de intimidade sexual com bastante descrição gráfica e pormenorizada!

Apesar das partes de sexualidade mais gráficas, que normalmente me fazem gostar menos de um livro quando são excessivas ou pouco realistas, neste caso houve uma excelente combinação entre o romance e o erotismo, o que tornou esta leitura muito deliciosa.

No fundo, fez-me lembrar um pouco a história do “Pretty Woman”, mas ao contrário.

Adorei este livro! É que a autora, segundo o que consta da sua biografia, sofre de Asperger e, portanto, senti que este livro se calhar tem muito de autobiográfico, de alguém que explorou uma história com base nas fragilidades que tão bem conhece, tornando-a numa bonita história de amor.

Obrigada à Saída de Emergência pelo envio deste exemplar que me tirou algumas horas de sono, mas valeu a pena!

Se gostam de uma história romântica aliada a momentos picantes, esta é uma história a ler!

 

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Leitura Terminada – A Última Ceia, Nuno Nepomuceno

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Sinopse

Uma nota enigmática é encontrada junto a lascas de tinta e tela, e à moldura vazia de um quadro famoso. O ladrão deixou um recado. Promete repetir a façanha dentro de um ano. De visita à igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, uma jovem mulher apaixona-se por um carismático milionário. Mas quando alguns meses depois é abordada por um antigo professor, Sofia é colocada inesperadamente perante um dilema. Deverá denunciar o homem com quem vai casar-se, ou permitir tornar-se cúmplice deste ladrão de arte irresistível?

Enquanto a intimidade entre o casal aumenta, um jogo de morte, do gato e do rato, começa. E aquilo que ao início aparentava ser um conto de fadas, transforma-se rapidamente num pesadelo, enquanto um plano ousado e meticuloso é urdido para roubar a obra-prima de Leonardo da Vinci. Requintado, intimista, inspirado em acontecimentos verídicos, A Última Ceia transporta-nos até ao elitista mundo da arte. Passado entre Londres e Milão, habitado por uma coleção extraordinária de personagens, para as quais a ambição e fama sobrepõem-se a qualquer outro valor, este é um thriller sofisticado de leitura compulsiva. Uma viagem surpreendente ao centro de uma teia de intrigas, romances e traições.

 

Este livro parte de uma premissa muito boa, com potencial para um grande enredo. É um thriller elegante, que se lê bastante rápido, por ter capítulos curtos. É uma história que nos faz viajar entre Portugal, Londres e Milão, o que obriga a alguma concentração, para não nos perdermos no tempo e no espaço. É uma história sobre roubo de arte embrulhada numa bela teia de intriga e traições. Que também remete para questões como canibalismo, homossexualidade e eutanásia, bem como alguns podres sobre homens da Igreja. Contudo, a parte do cilício e das chicotadas auto-infligidas era algo que já tinha visto n’O Código da Vinci.

Também voltamos a encontrar o professor Afonso Catalão, personagem pela qual continuo a não nutrir de grande empatia, mas neste volume vamos percebendo um pouco mais sobre a infância e vida familiar de Afonso através de pequenos fragmentos registados pelo próprio enquanto criança, o que nos ajuda a entender um pouco melhor a sua personalidade meio sinistra.

Não consegui criar grande empatia com a Sofia Conti, ex-aluna do professor Afonso, ainda que no final se tenha safado bem.

Infelizmente (e digo infelizmente porque gosto muito do Nuno e gostei de todos os livros dele e se nota que este livro é escrito pelo Nuno, algo que não se confunde pela forma de escrever, pelas pitadas de ironia, pelas subtilezas), apesar de ter gostado do livro e da história, foi um livro que ficou bastante aquém das minhas expectativas. O que me deixou triste, confesso.

Mas senti que, de tanto querer fazer da história um thriller sofisticado, faltou garra, faltou correria, faltou sangue, faltou-me muito mais emoção na forma de contar a história. Achei subtil demais. E houve temas abordados, que poderiam ter sido bastante mais explorados, mas foram-no de uma forma bastante superficial.

O Nuno referiu na apresentação que a ideia inicial para este livro era uma história sobre o Cristianismo, mas que depois acabou por ser uma história sobre roubo de arte. Ainda que alguns elementos sobre o Cristianismo estejam lá ou não fosse o livro sobre A Última Ceia.

Mas se calhar, acima de tudo, foi isso o que mais me faltou. Foi não haver mais, muito mais informação histórica sobre o Cristianismo.

Acho que se este livro tivesse aliado a história do roubo de arte a um enquadramento mais explorado sobre a história do Cristianismo teria sido perfeito. Assim, parece-me que me faltou metade do livro.

É que o Nuno fez isso tão, mas tão bem no Pecados Santos, que é impossível não comparar os dois livros!

Infelizmente vou dar 3 estrelas a este livro no Goodreads, porque dei 4 estrelas ao Pecados Santos e, por comparação, apesar de a escrita ser boa, não lhes consigo dar a mesma pontuação.

Se este tivesse sido o primeiro livro do Nuno que lia talvez lhe desse mais. Mas comparando com os outros livros, achei-o inferior.

Nuno, que isto não te desanime. É uma opinião e vale o que vale. Já vi opiniões muito positivas sobre o livro. Se calhar fui eu que não entendi alguma coisa, ou não percebi todas as subtilezas. Tinha de facto uma expectativa muito alta e estava à espera de algo diferente e bastante mais desenvolvido.

Espero ansiosa pelo próximo volume, talvez sobre o Cristianismo, explorado tão bem como foi feito no Pecados Santos, e repleto de aventura à mistura.

 

 

Leituras de Janeiro

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Foi um bom mês ao nível das leituras, considerando o pouco tempo que tenho para ler em dias normais. Mas foi um mês com algumas leituras compulsivas que se despacharam mesmo muito rapidamente.

E foi um mês de alguns livros muito bons, sendo que se calhar de todos, os que mais me marcaram foram “A Mulher Entre Nós” e “O Dia em que Perdemos a Cabeça”.

Ainda comecei mais um livro no dia 31 de Janeiro que terminei de madrugada (nem queria acreditar quando vi as horas, mas espantei completamente o sono e não o conseguia largar). Portanto, apesar de não ter dormido entre o início e fim desse livro, se calhar tenho de o considerar como leitura de Fevereiro, porque já passava da meia-noite quando o terminei, verdade?

 

Nuno Nepomuceno

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No dia 23 estive na Fnac do Colombo na apresentação do novo livro do Nuno Nepomuceno e diverti-me imenso. Gostei bastante das duas pessoas escolhidas para fazer a apresentação, a Ruth Manus e o Presidente da Associação Portuguesa de Museologia, João Neto. Duas pessoas com imensa graça!

No dia da apresentação, ainda só tinha lido umas 40 páginas do livro. Entretanto percebi a associação que a minha prima fez entre o senhor João Neto (ele não gosta que o tratem por doutor) e uma das personagens deste volume.

Gostei muito de conhecer pessoalmente o Nuno. Achei-o muito simpático, simples, humilde, com sentido de humor e sensível (a lagrimita a surgir quando se referiu à família…snif). Ele reconheceu-me, do blog e do Facebook, o que também teve graça.

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Foi bom não me ter decepcionado com o Nuno e ele de repente me sair assim um snob com a mania, antipático e intratável. Bem pelo contrário! E isso também nos ajuda a manter a empatia quer com o autor quer com os livros. Porque vamos sempre olhar para os livros dele com um certo carinho.

A Sveva bem que me decepcionou na Feira do Livro. Coincidência ou não, nunca mais me deu para ler um livro dela (e tenho uns dois dela para ler pelo menos). Eu sei que a senhora tem milhares de fãs e estava muito calor e o coiso, mas a senhora vive da escrita, por isso o mínimo era ter alguma simpatia pelas pessoas que gastam dinheiro para ler os seus livros.

Já o Nuno, é um carola da Matemática e tem uma profissão desafiante, portanto, suponho que escrever seja o seu escape. Mas se calhar não precisa da escrita para viver e sempre trata melhor os fãs e agradece a sua presença.

Em jeito de piada já me perguntaram se o Nuno me paga para falar nele e divulgar os seus livros. Eh pá, de facto não. Podemos pensar nisso, ó Nuno! Mas não, é só mesmo porque tenho gostado dos livros dele e creio que se tornou um muito acarinhado autor português.

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