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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Domingos...

...acordei às 8 da manhã. Achei que era uma boa hora para ir engomar enquanto estava mais fresco e despachava o assunto antes de almoço.

É meio-dia e ainda tenho ramelas nos olhos, a cama por fazer, banho por tomar e a roupa por engomar.

Vá, pus uma máquina de roupa a lavar.

A capacidade que às vezes tenho de andar a tropeçar em mim própria é fabulosa. 

Ao menos equilibra com aqueles dias em que pareço uma barata tonta a tentar fazer tudo e a chegar a todo o lado 

😂

Dia de Folga

- ir à escola do puto devolver um livro à Biblioteca

- ir à biblioteca municipal devolver livros requisitados

- ir à Junta de Freguesia tratar as licenças das bichas

- ir à loja do chinês comprar panos de cozinha - ia à procura de uma cena específica

- ir ao Intermarché comprar álcool (continua sem haver no Continente)

- ir ao Continente fazer as compras da semana

- arrumar compras

- preparar almoço

- arrumar cozinha

- tratar das bichas

- limpar o pó

- aspirar (estou a descansar o por um bocado, que isto já estava a ser mesmo difícil andar..), mas ainda vai ter de ser...

- preparar jantar

- arrumar cozinha

 

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Fascite Plantar...

...sabem o que é?

Eu sei, e só me apetece chorar já...

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E, depois de quase 4 meses a trabalhar em casa e a passar cerca de 95% do meu tempo de chinelos, não deve ser propriamente provocado por andar de saltos altos. Nem sei o que isso é já. Aliás, temo o dia em que volte a calçar uns saltos...

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Leitura em Curso

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SINOPSE

O inspector Bowring, chefe da unidade de Criminologia, tentará descobrir o que escondem a jovem e as notas amareladas que traz consigo e desvendar também a sua ligação com o caso de uma mulher cujo nome figura numa das notas e que aparece, horas depois, decapitada num campo.

Esta investigação vai envolver Bowring numa trama na qual o destino, o amor e a vingança estão entrelaçados numa história horrível que abrirá antigas feridas difíceis de fechar.

 

E voltamos a Javier Castillo.

Mas, de repente, antes de começar a ler este livro, dei por mim a tentar pensar no enredo do livro anterior. Porque certamente seria importante para acompanhar este volume.

E lembrar-me? Tá de gesso!

Bom, lembrava-me do homem nú e da cabeça, que havia um psicólogo e uma gaja do FBI, umas confusões em Salt Lake, a narrativa que andava para trás e para a frente, lembrava-me que adorei o livro e o devorei e que no final fiquei de cabelos em pé. 

Mas o livro tinha tantas voltas e reviravoltas, que se perdeu na minha cabeça a capacidade de reter os detalhes.

Dei por mim então a perder um dia de leitura e a pegar no primeiro volume, com um caderno e caneta e fui fazendo uma leitura meio diagonal e anotando pontos importantes. Diagonal ou não, escrevi que me fartei e terminei o trabalho de campo já era uma da manhã.

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Mas acho que foi bom, porque entretanto já peguei no novo livro e estou a acompanhar a coisa muito bem. Acho que sem o trabalho de campo ia estar bastante perdida ou constantemente a questionar-me sobre quem era uma personagem, o que tinha acontecido, etc etc.

Estou a ler este segundo volume tomando também algumas notas. Porque se for mais um livro cheio de adrenalina mas com reviravoltas e detalhes importantes, o mais provavel é que vibre com as emoções do livro mas, com o tempo, se esfumem os pormenores...

Isto ajuda para esse efeito mas, pegar num livro e tomar notas quebra um pouco o ritmo da leitura. Se calhar sem notas já quase o teria terminado.

Mas também, não vou apanhar nenhum avião...

 

 

Leitura Terminada

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Sinopse

Holly O’Neill tem uma loja de roupas vintage, um filho de dez anos que ama e uma fada madrinha misteriosa que, a cada momento crucial da sua vida, tem um berloque para adicionar à sua pulseira, que assim se torna o seu bem mais precioso. Um dia, quando encontra a pulseira de outra pessoa num dos casacos da sua loja, sente que tem de a reunir com o seu proprietário.

Greg é um corretor da bolsa e tem uma namorada perfeita com quem quer casar, mas decidiu deixar Wall Street para prosseguir a sua verdadeira paixão: a fotografia. Holly e Greg não se conhecem e não têm nada em comum. Vai ser precisa a magia de Nova Iorque, um pouco de sorte e outra pulseira da felicidade para os fazer encontrar…

 

É tão bom quando se tem amigas que nos dizem assim “olha, vou-te mandar uns livrinhos que vais gostar, porque são leituras românticas e levezinhas, mesmo como gostas no Verão”. Não acham o máximo? Eu cá acho!

Porque no tempo mais quente realmente adoro ler estes romances fofinhos. Porque está calor, cérebro derretido e o coiso. E porque ainda estamos, já não confinados, mas ainda a viver estes novos tempos, com muitos cuidados e sem sentir que temos a nossa vida normal de volta (enquanto tiver de andar de máscara, para mim não é o normal que conheço). E é bom quando sentimos que nos conhecem e que pensam em nós. :) E ter algo que nos ajuda a espairecer e a distrair de coisas menos positivas.

Portanto, foi muito bom receber de surpresa esta leitura. E não resisti a pegar rapidamente neste livro assim que li a sinopse.

E não é que o romance fofinho acabou por ser também muito natalício?

Gostei bastante!

É um romance muito ternurento, sobre vidas cruzadas, momentos especiais e pessoas que estão destinadas a se encontrar, dê lá por onde der.

Gostei das personagens principais, a Holly e o Greg e só tive pena de apenas se cruzarem tão no final, ficando completamente em aberto a forma como o relacionamento entre eles irá decorrer.

Teria preferido que se cruzassem um pouco antes, porque pessoalmente gosto mais de histórias onde há mais envolvimento e acompanhamento das personagens amorosas principais.

No entanto, não deixa de ser uma bonita história sobre darmos valor aos momentos realmente marcantes e especiais das nossas vidas. E sobre conhecer pessoas com bom fundo, pessoas especiais, realmente de coração cheio.

E é também uma história sobre casais que se amam toda uma vida e o quanto sofre o elemento que sobrevive ao outro e como é difícil fazer as coisas simples do dia-a-dia sem as partilhar com a sua pessoa especial, que esteve sempre lá.

Apesar de ter alguns clichés, é um romance fofinho que foi um prazer ler.

 

Leitura Terminada

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Guardei este livro durante muito tempo na estante. Vergonhosamente tempo demais, considerando que me foi emprestado.

Andava a fugir muito de calhamaços. Acho que abri uma excepção algures no tempo para um livro da Lesley Pearse ou algo assim, porque já sei que são leituras muito rápidas apesar das páginas. Mas, para além das páginas, o tamanho da letra andava a ser factor de ponderação. E então, peguei neste várias vezes, abri, vi o tamanho da letra, voltei a fechar e a meter na estante.

Cheguei a dizer à minha amiga que iria devolver-lhe o livro, mesmo não o tendo lido, porque já o tinha há demasiado tempo. Mas acabou por ficar e finalmente ganhei coragem. E ainda bem!

Já tinha mesmo saudades do John Corey! Deste sarcasmo, da argúcia, da inteligência. Mas sobretudo do sarcasmo. O que me ri com algumas tiradas do John, pá! É um prato ele!

Bom, já com menos piada é o tema central deste livro. Que nos remete muito para o 9/11, para os atentados terroristas.

Nesta luta entre Corey e Asad Khalil, com o envolvimento de muitas forças de segurança dos EUA que fazem parte da Brigada Antiterrorista, é difícil conseguir pousar este livro.

Muito bem construído, pleno de enquadramento histórico e político, que nos ajuda a perceber as motivações do terrorista, é um livro excitante do início ao fim.

É bastante assustador pensar no mundo que se vive hoje em dia em que não se sabe de onde e quando virá um próximo ataque terrorista. E pensar nestas teias, nestes apoios que chegam a estes terroristas, que lhes permitem fazer o que fazem.

E também é bastante assustador pensar nas guerras, nos desentendimentos entre as várias forças de segurança, porque têm abordagens diferentes, porque têm objectivos diferentes, porque todos querem mijar nos cantos e ficar com os louros quando corre bem e todos procuram empurrar a merda para cima dos outros quando corre mal. Porque no processo, há danos pessoais, há vidas que se perdem, por vezes num número elevado. E no meio da confusão, escapa-se um terrorista e depois logo se vê, estamos cá quando ele voltar. E há muitos jogos. Há o jogo do terrorista e há jogos perigosos que se jogam com o terrorismo. Depois quando corre mal chama-lhe danos colaterais...

Enfim, chega a ser incrível como o autor pareceu “prever” alguns momentos do 9/11. O próprio autor explica isso nas notas introdutórias. O livro foi escrito algures entre 1999/2000 e o autor foi muitas vezes contactado depois do 9/11 devido a este livro. Como diz o autor, os sinais estavam todos lá, só não viu quem não quis.

O terrorismo é uma guerra muito antiga, e um atentado terrorista pode ser preparado durante anos e remeter para um episódio qualquer que já ninguém se lembra ou que achou que era insignificante. Só que há culturas que esperam o tempo que for preciso para ter a sua vingança e punir quem acham que tem de ser punido. Sejam vinganças pessoais ou nacionais.

Mas é um excelente livro, uma leitura que vale bem a pena.

Dei-lhe 4 estrelas no Goodreads porque senti ali alguns pontos na vida pessoal de John Corey um bocado encaixados à pressa. E porque a situação com o terrorista no final não me deu o closure que estava a precisar. 

 

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