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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

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Com as férias terminadas, já sinto saudades de acordar com o cheiro a brisa marinha e a pinheiros. De volta à capital e à vida cosmopolita, é tempo de arrumar o chinelo e a t-shirt e de guardar as memórias do dolce fare niente como vitaminas para o relativamente longo período de árduo trabalho que se avizinha, sem grande tempo para descanso excepto os fins-de-semana e alguns feriados.

O bom tempo até se proporcionou, não contando com dois dias que me lembro que choveu, mas já não estavam aquelas temperaturas quentes que dessem vontade de ir abancar na praia...ou seja, até foram na mala os bikinis mas lá ficaram. Portanto, deu mesmo foi para descansar, dormir até tarde, comer que nem alarves muita carnuncha on carvon e ver todas as séries que dão a horas vergonhosas na televisão nacional…Desta vez consegui também embrenhar-me um pouco na leitura. Consegui acabar de ler o livro que já tinha iniciado e ainda li um outro. Muito bom!

O tempo convidava era a uns passeios à beira-mar, with clothes on…Apenas eu arrisquei molhar os pés no mar na fantástica praia do Almograve, que felizmente, apesar das crescentes urbanizações locais, ainda se vai mantendo como eu adoro…quase selvagem….e devo dizer que é pena que, por vezes, no Verão a temperatura da água não esteja tão agradável.

Ainda houve tempo para um saltinho até terras algarvias. Ainda não conhecia Lagos e até que gostei; achei bem agradável. Mas melhor ainda foi voltar à ponta de Sagres, àquele promontório onde a Terra se encontra com o Mar, e o Mar se encontra com o Céu, onde não há mais nada e toda aquela imensidão nos faz sentir bem pequeninos perante a grandeza da Natureza.

A Madalena desta vez conseguiu aproveitar bem melhor as férias. Andou sempre bastante activa (por vezes até demais, ufa!) e desenvolveu bastante o seu vocabulário, pois havia mais tempo para observar coisas novas para lhe ensinar. Para além das palavras novas que ia descobrindo, aprumou bastante as que já conhecia e agora já são ditas com bem mais perfeição e convicção e aprendeu a ter umas saídas muito engraçadas. Daquelas que não nos queremos desmanchar a rir, mas é difícil segurar. Ainda me lembro do dia em que me fartei de a chamar e ela quando lá entendeu, decidiu aparecer, mas vinha muito aborrecida por ter sido incomodada e quando chegou ao pé de mim vinha de braços cruzados, cara fechada e diz-me “Que queres?”. Muito louco!
Também aprendeu que era giro fugir da mãe para ela ir a correr atrás. Mas era tudo com muita classe. Ela avisava e dizia “Mãe, calma, já vou” e lá ia a correr. Enfim, tirando a parte de eu ter de lhe explicar que não podia sair de ao pé de mim, porque ainda que naquele local não fosse tão perigoso se aprende a fazê-lo não distingue perigos, confesso que achava imensa piada à atitude de me pedir para manter a calma que ela voltava já.

Muito giro também era dizer-lhe “Madi, vamos tomar banho” e vê-la muito despachada ir buscar tudo o que precisava para o banho, desde os produtos de higiene à fralda e à toalha.

Claro que com a Mãe disponível para ela todo o dia, nada como captar ao máximo a sua atenção e desenvolver ainda mais as suas capacidades teatrais. A minha filha é uma fiteira. Adora mandar-se para o chão e depois chorar muito a dizer que “bebé caiu”, não pode ser contrariada, porque é fita na certa, porta-se muito mal em locais como cafés ou restaurantes, pede tudo a choramingar…Enfim, é uma fase que torna alguns dias um pouco stressantes, mas ela depois compensa com as gracinhas e os momentos meiguinhos que tem com a Mamã, em que dá muitos abraços e beijinhos.

E pronto, agora é voltar à rotina do trabalho, e como o tempo passa a correr, não tarda está aí o Natal e já quase que terminou mais um ano.

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