Leituras terminadas
Nas férias de Natal leu-se A Filha do Papa de Luis Miguel Rocha. Foi bom, não excelente. Se calhar a parte que mais me fez gostar do livro foi este meu lado que se pela por estas intrigas sobre os podres da Igreja. Conseguiu manter-me interessada até ao fim e até o li bastante rápido, considerando a média que às vezes demoro a ler um livro.
Contudo, acho que continha ali uma ou duas gralhas. Uma delas foi uma carta escrita onde se falava da morte do Papa Pio XII, sendo que esta ocorreu num dia 9 de Janeiro mas a carta era datada de 6 de Janeiro. O que me pareceu estranho, ou então não percebi.
Outra coisa que não percebi foi a menção por duas vezes aos "braços de Orfeu". Uma vez refere sair dos "braços de Orfeu", outra vez refere entrar nos "braços de Orfeu". Ora, eu conheço é a expressão "braços de Morfeu". O que me levou a perguntar a Semi-Deus sobre isto já que ele percebe um bocado destas coisas da mitologia, porque gosta da temática. Ele confirmou-me que Morfeu está relacionado com o sono. Mas já não se lembrava qual era o deus romano do sono, portanto ficou na dúvida se estaria a fazer uma referência a tal. O que me levou a pesquisar. Confirmei que a expressão que se usa é "braços de Morfeu", que de acordo com a mitologia grega era um dos mil filhos de Hipno, o deus do sono. Na mitologia romana, Somnus era o deus do sono.
A referência que encontrei a Orfeu foi que, de facto, fazia parte da mitologia grega. Mas diz que Orfeu era poeta e médico, filho da musa Calíope e de Apolo ou Eagro, rei da Trácia1 . Era o poeta mais talentoso que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. [in Wikipédia] E yada, yada, uma grande história, e uma amada, e mataram a amada e no fim mataramo-no a ele que não foi livre da morte pelos deuses e se juntou à sua amada, e yada yada sobre a bela música, mas nada sobre o sono.
Portanto, estou para perceber aquela referência.
Agora peguei no Travessuras da Menina Má, de Mario Vargas Llosa. Vamos ver como corre...

