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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

As coisas que os miúdos dizem e que têm graça

Hoje quando fui deixar a Madalena na Escola ela avistou a professora de História ao sair do carro. 

Comentário matinal: "Olha, a minha professora de História! E traz a mesma roupa de ontem, incrível!"

E eu ri-me, e disse-lhe "Ó Madi, então, qual é o problema?"

E fui-me embora ainda a rir.

 

Depois dei por mim a recordar um professor de Francês que tive algures entre o 7º e o 9º ano, a quem demos carinhosamente o nome de "O Porco".

Porque o senhor andava quase sempre com a mesma roupa e a parte pior não era essa. Ele usava normalmente uma camisa com um pullover fino por cima e um casaco tipo blazer. Se estivesse mais calor não usava o pullover. Mas o que ele tinha sempre, fizesse frio ou calor, era uma camisola interior por debaixo da camisa. E a camisola interior nunca era branca. Era amarela. Não era amarela por ser de cor amarela. A cor era branca. Era amarela de suja. E aquilo metia-nos uma beca de nojo, para não dizer muito. Já para não falar no cabelo absolutamente oleoso, a gritar por água, e o cheiro. Daí ter tido direito a uma bela alcunha. 

 

Por isso, afinal até percebo o comentário da Madalena. Uma pessoa até pode usar a mesma roupa mais do que uma vez, naturalmente. Mas convém sempre é tomar o banhinho. E mudar de cuequita e meias e camisola interior e isso. Especialmente quando a camisola interior deixa de ser branca e passa a ser amarela. 

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