Leitura Terminada
Este livro bastante pequeno ainda me demorou alguns dias a ler porque andei bastante molenga e sonolenta, um bocado também fruto das alergias e respectivos anti-histamínicos que me deixam meio atordoada.
Nesta história acompanhamos a demanda de Anna Young depois de o avô Max Albrecht lhe pedir para ir à sua antiga propriedade na Alemanha, um daqueles palácios da Alemanha, para recuperar um objecto que lá deixou escondido e que representa um dos maiores arrependimentos da sua vida.
Quando lá chega, a propriedade está votada ao abandono e as pessoas da pequena localidade onde está inserida não a recebem bem quando refere quem é o seu avô. Até que, depois de algumas insistências, consegue ir ao encontro do advogado da actual proprietária da propriedade e começa a pedir-lhe que a deixe aceder à casa para tirar de lá o objecto. Depois de algumas resistências, Will, o advogado, decide ajudá-la. Mesmo contra a vontade da proprietária.
E entre o objecto encontrado e o confronto com a actual proprietária, há algumas revelações que vão acontecer na vida de Anna sobre o passado da sua família.
A história vai oscilando entre o que está a acontecer na Alemanha com Anna, Will e Max e com um relato feito à altura de 1930 em diante, em que vamos percebendo todo o enredo da história do seu avô Max e a relação com o apartamento abandonado em Paris.
Foi uma história interessante, mais em particular no que nos passa sobre a percepção que surgiu na Alemanha em relação a Hitler e às suas políticas (o quanto ao início foi de facto visto como o salvador da pátria e o quanto as pessoas eram “empurradas” para se juntar ao partido nazi), que depois se veio a revelar chocante.
O meu problema com este livro foi o seguinte: o arranque da história começa de forma bastante brusca, Anna está a falar com Max no café do qual é dona, ele faz-lhe o pedido e ela corre para a Alemanha; mais para a frente no livro lá temos um bocadinho de revelação sobre o passado de Anna, mas nada de muito desenvolvido; não fica claro de que forma surgem as revelações históricas, ou seja, quem as faz e como nos chegam (foram cartas, são memórias…?) e depois achei o final um pouco apressado.
Ou seja, o tema é interessante, a parte histórica tem relevância, o romance que surge também se enquadra, mas faltou-me algum desenvolvimento. Faltou-me um enquadramento mais completo sobre algumas personagens (nomeadamente Anna e Will), faltou-me perceber de onde vinham as memórias do passado e faltou-me o clímax final ter sido um pouco mais trabalhado, quer ao nível das revelações, quer ao nível da relação amorosa. Achei que acabou tudo muito de repente e tudo se concluiu demasiado rapidamente.
É um livro interessante e que vale a pena ler, mas tive pena de não ser um pouco mais desenvolvido, de facto. Se calhar mais umas 100 páginas, tinham ajudado a elevar esta história a um patamar mais elevado.
Agradeço à Saída de Emergência pelo gentil envio deste exemplar e por me darem a conhecer mais uma nova autora.

