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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leitura Terminada

Dei a este livro 3 estrelas no Goodreads. Até me sinto mal com isto. Não é uma “atitude” muito natalícia da minha parte para um livro natalício…Bom, em minha defesa…tive algumas dificuldades com este livrucho… Se é ternurento? É! Se é natalício? Sim! Tem personagens queridas? Sim! Tem cães fofos? Tem! Tem personagens meio tresloucadas ou desligadas? Ya! Tem reuniões familiares em torno de comida? Tem! Mas a comida não me deu água na boca (havia uma cultura de vegetarianismo, o que não é mau, eu também não como muita carne já há algum tempo, mas comparando com outros livros da Trisha em que dava por mim a babar com as descrições da comida, este ficou muito aquém). Tem romance? Sim, mas é muito morno. As personagens principais, Meg e Lex, conheceram-se nos tempos da universidade e há ali uma cena mal explicada entre os dois, que depois é uma cena tão bazaroca e óbvia que, pronto, está bem. Podia ter sido esclarecida muito antes, não era nada de mais. E depois, já se sabe, a coisa dá-se, mas é assim pouco caliente e o Lex não me aqueceu assim muito o coração. Tirando lá uma parte, que foi um gesto fofinho que teve com a Meg, de resto, foi um bocado apagado no que toca ao romance. Além disso, nas primeiras, diria, 150 páginas não me estava a conseguir ligar à história e às personagens e achei mesmo o inicio do livro um bocado abrupto, a situação familiar de Meg fora do comum, o surgimento de Clara e o convite assim um bocado repentino, etc. Depois, acho que a autora, até onde tenta criar uma história envolvente e nos tenta integrar naquele ambiente familiar, acaba por se perder em detalhes demasiado extensos e pormenorizados que não acrescentam lá grande coisa à história. E isso ocorre durante todo o livro. Confesso aqui que saltei uma ou outra página porque já não estava com pachorra. E, apesar de algumas diferenças, não pude deixar de sentir que a linha condutora desta história era muito parecida com a linha condutora do livro “Noite de Reis”. Que adorei. Mas esta achei um enredo repetitivo em alguns pontos e pouco inovador, parece que estava a ler a mesma história com pequenas variações, sendo que não apreciei muito as mesmas. Depois ainda temos as memórias de Clara, que vão surgindo entre alguns capítulos, e que ajudam a ligar alguns pontos, mas de certo modo tudo um bocado previsível e, portanto, pouco interessantes… Em suma, leu-se, não posso dizer que odiei, nota-se que é um livro da Trisha, mas ficou bastante aquém de outros livros dela que li anteriormente. E diga-se de passagem que chegar ao final e ter apenas 2 receitas e uma delas é uma ligeira variação ao nosso arroz doce, também não me animou por aí além. Pronto, achei piada ao facto de o Epílogo ser no Dia de Reis. Curiosamente, terminei o livro nesse dia. Foi uma coincidência engraçada. Aguardo expectante um novo livro de Trisha. Se calhar prefiro que a autora se dê mais algum tempo para escrever uma história mais interessante e fofinha, do que sair um novo livro a tempo do próximo Natal, mas que é assim uma coisa em cima do joelho e quase copy/paste de outro volume. Para quem ainda não leu Trisha, recomendo que leiam, o livro não é horrível, mas se não gostarem muito, percebam que este livro não é o que melhor representa a autora e dêem-lhe uma hipótese com outros. Primocas, concordas? O que achaste?

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