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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leitura Terminada

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Sinopse

História verídica de um amor em tempo de guerra!

Esta é a história assombrosa do tatuador de Auschwitz e da mulher que conquistou o seu coração - um dos episódios mais extraordinários e inesquecíveis do Holocausto.

Em 1942, Lale Sokolov chega a Auschwitz-Birkenau. Ali é incumbido da tarefa de tatuar os prisioneiros marcados para sobreviver - gravando uma sequência de números no braço de outras vítimas como ele - com uma tinta indelével. Era assim o processo de criação daquele que veio a tornar -se um dos símbolos mais poderosos do Holocausto.

À espera na fila pela sua vez de ser tatuada, aterrorizada e a tremer, encontra-se Gita. Para Lale, um sedutor, foi amor à primeira vista. Ele está determinado não só a lutar pela sua própria sobrevivência mas também pela desta jovem.

***

 

Tinha este livro há uns tempos na minha wishlist e, um dia, em conversa com a minha filha sobre este e um colega dela que o tinha comprado a estava a pensar ler em breve, o livro acabou por vir parar cá a casa, gentilmente emprestado. Obrigada, T.!

Dei a este livro 3 estrelas no Goodreads.

Perdoem-me o que vou dizer, porque até parece mal, mas este livro ficou aquém das minhas expectativas, porque achei que foi uma leitura demasiado leve sobre um tema tão pesado. Se é que se pode dizer alguma vez que Auschwitz é leve. But, bare with me

Por um lado, foi uma história de amor, de esperança, de sobrevivência, como terão havido tantas histórias destas no meio de todo aquele horror. E isso é positivo e é algo emocionante.

O livro tem uma escrita fluída e lê-se bastante bem e depressa. Até porque é bastante leve em termos de páginas. Contudo, no que toca a Auschwitz/Birkenau, à descrição de factos, de situações, o livro realmente menciona alguns pontos que já conhecemos, dando algum enquadramento histórico, só que é tudo demasiado superficial.

A única coisa que achei diferente e um bocado arrepiante era esta função de Sokolov, de tatuador de pessoas, de lhes marcar a pele para sempre com um número, como se fossem animais ou coisas que se marcam, com algo que ninguém certamente desejaria ser marcado. Mas, certas situações, os factos históricos, são referidos quase en passant, sem grandes detalhes, sem grande conteúdo, como se, de facto, estivessem a acontecer por mero acaso, tipo, o senhor Sokolov situa-se naquele cenário, mas nem é esse o maior foco da história. O maior foco é Gita e os seus sentimentos, o querer estar com ela, inclusivamente de modo sexual, quando nem sequer tinham grandes forças para se terem de pé, o que até se torna meio estranho, mas isso sou eu.

E depois, todo o livro, toda a história de Sokolov e de Gita, fizeram-me chegar ao fim e pensar que me pareceram coincidências a mais que se tivessem “safado” como se “safaram”. Parece que estava sempre tudo alinhado, certas coisas pareceram tão “fáceis” que nem parece que estavam num campo de concentração ou que tinham acabado de sair dele.

Desculpem parecer fria com algo de tão sensível, mas por ser algo de tão sensível, quase achei desrespeitosa esta leveza na escrita, sinceramente. Se lerem, talvez percebam o que estou a dizer. Depois digam-me o que acharam. Percebo que tenha sido o amor que os ajudou a lutar e a sobreviver às agruras da situação, mas não foi de todo o meu livro favorito sobre este tema.