Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leitura Terminada

ventos.png

Sinopse

Texas, 1934. Milhões de pessoas enfrentam o desemprego e uma terrível seca assola o vasto território das Grandes Planícies dos Estados Unidos da América. Os agricultores lutam por manter e dar vida às suas terras e aos seus animais, mas as colheitas são escassas, a água é cada vez mais rara e tempestades de areia com vaga após vaga de pó ameaçam cobrir tudo debaixo do sol. Um dos períodos mais negros da Grande Depressão, eram os anos do Dust Bowl, quando uma faixa do território da América se transformou numa aterradora taça de pó - o retrato de Florence Owens Thompson e dois dos seus filhos haveria de ficar imortalizado na lente de Dorothea Lange numa fotografia, Migrant Mother, que hoje todos reconhecemos. É neste período incerto e terrível que Elsa Martinelli - como tantos dos seus conterrâneos - terá de proceder à mais angustiante das escolhas: ficar e lutar pelo que tem de seu, ou partir para Oeste, rumo à Califórnia, em busca de uma vida melhor para si e para a sua família. Tudo na sua propriedade está a morrer, incluindo o seu casamento; cada dia é uma batalha desesperada contra a mãe-natureza e uma luta para a sua sobrevivência e a dos seus filhos.

 

Este livro foi uma prendinha de Natal (subtilmente dada como dica ao meu irmão). Adorei desembrulhar o presente e dar de caras com esta capa (apesar da dica, podia não ter pegado, não é?) e foi mesmo a primeira leitura do ano.

A capa é lindíssima, tão simples, mas diz tanto!

Adorei este livro, gostei imenso desta história, apesar de ser um retrato muito duro, muito cru sobre as condições de vida de muitas pessoas na América naquele período.

Um retrato documental, ainda que com partes ficcionadas, que nos lembra sobre os problemas do impacto do clima na agricultura. E nos fala de sobrevivência.

A escrita da autora é, como o livro anterior que li dela (“O Rouxinol”) maravilhosa e irrepreensível. Tem uma forma brutal de nos envolver nas histórias, de nos passar emoções, de nos fazer sentir na pele as agruras das personagens e de nos permitir visualizar os cenários, sentir o calor, o frio, a chuva, os cheiros, é bastante visual.

Apesar de ter gostado muito, dei a este livro 4 estrelas, que na verdade são 4,5 porque, em comparação, gostei mais de “O Rouxinol”, deixou-me muito mais lavada em lágrimas, foi mais brutal para mim ao nível das emoções.

Ainda assim recomendo vivamente este livro. Vou mesmo ter de ler outros livros da autora porque realmente valem a pena!