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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leitura terminada

 

Hoje acordei lá para as 8h30, quando senhor Marcos saltou da cama. O Semi-Deus ficou na ronha (ontem tinhamos adormecido bastante tarde) e eu fui fazer companhia ao puto na sala. Primeiro pensei que, já que estava acordada, podia fazer a tarefa grande a que me tinha proposto hoje (mais uma arrumação de roupas dos pequenos). Mas ainda estava ensonada e sentei-me no sofá com este livro que me gritava da secretária para o continuar a ler. Só consegui parar na última página, já depois de o Semi-Deus ter acordado, de o Marcos já andar a pedir mais comida e só aí dei conta de que já eram quase horas de almoço e ainda estávamos todos em pijama. 

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Este livro! Ah, este livro!

Este livro, meus amigos, partiu-me o coração! Mesmo!

Creio que, como não o terminei de ler sozinha, acabei por engolir o choro (devo ter tido vergonha de chorar ou isso) e posso dizer-vos que passei o resto do dia com uma tremenda dor de cabeça e uma enorme dor no peito, que só passou quando há bocado tomei um Victan para me aliviar, porque a sensação de ansiedade não ia embora. Acho que não ajudou ter passado grande parte da tarde a arrumar roupas dos miúdos, distribuíndo o que já não serve para ser dado, percebendo o que falta comprar para este Verão, dando conta de como crescem depressa e não param. 

Que história esta! Tão bonita, tão triste, tão assustadora!

Fiquei em pânico. Sinto-me aterrorizada com a ideia de ser mãe de adolescentes.

Que medo! Que medo de não os compreender, de que não me falem do que sentem, de não os conhecer, de não saber dos seus problemas, de não ver sinais de perigo, de não os poder ajudar...de os perder. Um sufoco este livro!

Este livro fala-nos de dois adolescentes que andam juntos na mesma escola e que se falam pela primeira vez quando ambos se encontram no mesmo local, à beira de um possível suícido. Salvam-se um ao outro. Ajudam-se. Apaixonam-se. Amam-se. Tão diferentes, mas de certo modo parecidos, pelas suas perturbações. Envoltos por duas famílias distintas, uma completamente distante e indiferente, outra tão próxima e de grande apoio, e ambas as famílias não viram os sinais, não perceberam os perigos. 

Quando se envolvem acreditamos que o amor os vai "curar" e ajudar. Mas será suficiente? 

E a última frase do livro, que me deixou tão confusa com o que quer dizer. Vaguear de que forma? Expliquem-me! Não me deixem em suspense, porque não consigo deixar de pensar nestes dois. Acho que esta história me vai marcar durante muito tempo. 

É um livro maravilhoso e assustador...