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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leitura Terminada

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Os livros de Sophie Kinsella são assim lidos num ápice!

 

Esta mulher cria uns personagens (normalmente femininos) que nos provocam uma leitura frenética. É tanto pensamento em catadupa e coisas a acontecer a uma velocidade vertiginosa que uma pessoa até se sente a arfar enquanto lê. Parece que estamos a subir escadas em passo de corrida. Mas sempre a rir (ou pelo menos na maioria do tempo).

 

Desta vez temos duas personagens principais, a Lottie e a irmã Fliss (Felicity) e a história alterna entre a perspectiva de ambas. Lottie espera ansiosamente ser pedida em casamento por Richard naquele almoço especial. Mas isso não acontece e, na sequência disso e do que Richard diz a seguir, sente que a relação não tem qualquer futuro porque ambos querem coisas distintas e termina tudo com ele.

Depois, como nos explica Fliss, cada vez que Lottie termina uma relação lida muito mal com isso (ainda que não assuma) e faz um disparate qualquer. Por isso, desta vez o que acontece é um reencontro com Ben, um namorado que teve aos 18 anos numas férias na Grécia e então ele volta para dizer que ainda a ama e quer casar com ela e ela decide que também sempre o amou e aceita casar com ele. A irmã quando sabe fica doida e vai fazer o possível e o impossível para impedir aquele casamento e, não o conseguindo fazer, para impedir que na lua-de-mel na Grécia consigam consumar o casamento (até porque Lottie começa logo a falar em bebés e tal).

E, portanto, é uma loucura, grande parte do livro é Lottie e Ben a quererem saltar para cima um do outro e a serem impedidos. É toda uma tensão sexual, é agora, é agora e nunca mais é.

Fliss está a passar por processo de divórcio e o que quer é evitar a todo o custo que a irmã tenha de passar por um, ainda que não perceba logo que se calhar meter-se assim na vida dos outros pode trazer-lhe problemas. Pelo meio ainda tem de lidar com Lorcan, o padrinho de Ben, e um colega na empresa detida por Ben.

Irritou-me um bocadinho que a autora tenha decidido inventar que a lua-de-mel era em Ikonos (o mesmo local onde Lottie e Ben se tinham conhecido há 15 anos atrás). Acho que não havia necessidade de inventar o nome de uma ilha que não existe. Era Mykonos e pronto, qual era o problema? Foi um bocado parvo, um bocado como no livro anterior também ter inventado a empresa de software Macrosant. Really? Se é para inventar nomes (pelo facto de haver alguns direitos de autor que impedem a utilização de certos nomes sem consentimento) então que se seja criativo e se invente um nome completamente diferente. Se a história se passa em Londres, que é um sítio real e conhecido, e isso é okay, não percebi a necessidade de inventar o nome da ilha grega. Então que inventasse um nome completamente diferente.

Depois a história vai tendo umas reviravoltas, principalmente quando Richard decide voltar à cena e dar uma de romântico que vai tentar salvar tudo o que perdeu.

Eu não quero ser spoiler, por isso se não quiserem ler mais, fechem a página e vão ver uma novela ou isso.

Acho que o final em relação ao Ben foi como deveria ter sido, porque havia ali claros equívocos (era mero desejo sexual), mas o meu problema com o final foi eu não ter criado empatia com o Richard. Houve uma altura que achei que ele veio apenas dar uma de galo, tipo ah e tal, agora que há outro galo no caminho, afinal lembrei-me que gosto mesmo da Lottie e que quero casar com ela. Quase que me pareceu mais competição que outra coisa. Ainda que tenha sido romântico, acho que se calhar mais valia era ela apaixonar-se por um deus grego e ficar a viver por lá e pronto. Mas pronto, isto é a minha perspectiva.

Acho que se calhar acabei por gostar mais da Fliss do que da Lottie, apesar de ter feito muito disparate junto e de achar que se calhar se ia escaldar por se estar a meter na vida dos outros dessa forma. E acabei por valorizar mais o envolvimento entre Fliss e Lorcan.

Também achei que as falas do filho da Fliss eram demasiado infantis para um miúdo de 7 anos. O meu filho tem quatro e tem comportamentos e conversas mais evoluídas (quando não está possuído, pelo menos).

Ainda assim os livros de Sophie Kinsella são verdadeiros page turners e são sempre histórias meio mirabolantes e divertidas, o que é bom.

 

PS – apesar no nome fictício, passei a maior parte do livro a delirar com a Grécia e com Mykonos e Santorini e todo aquele azul e casinhas brancas e tal e o coiso, credo! Que vontadinha!!

 

É mais um livro com a chancela da Quinta Essência! Não percam!

 

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