Leitura Terminada

Comprei este livro na semana passada, mesmo na última ida ao supermercado antes de irmos de férias.
Estava com 50% de desconto, lembrava-me que já tinha ficado intrigada com a sinopse e não resisti. Shame on me! Com tanto livro para ler! Mas ainda bem que o comprei e que também não resisti a levá-lo na mala para as férias.
Antes de mais, a sinopse:
Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?
Meus caros, o que dizer deste livro?
É brutal!
É pungente, é super intenso, é 100% de tensão, é medo, surpresa e interrogações.
Sarah e Angus são um casal que vive em Londres e num dia trágico perdem uma das suas filhas gémeas num acidente em casa dos avós quando cai de uma varanda.
Para fugir a todas as memórias e tentar começar tudo de novo um ano depois decidem isolar-se numa pequena ilha na Escócia, numa casa a precisar de muitas reparações e junto de um farol, que Angus herdou da avó. Uma ilha com um clima agreste e com um acesso difícil e perigoso, com uma paisagem bela, mas muito cinzenta, como cinzento é todo o livro.
Mas, quando pensam que vão começar a recuperar da fatalidade que os atingiu, Sarah leva com a revelação de que foi Kirstie e não Lydia que morreu naquela queda. O que até faz Sarah rejubilar, porque Lydia era a sua preferida.
Aqui a questão sobre as filhas preferidas chega a ser muito chocante, mas estudos apontam para que tal é uma realidade muito forte, especialmente em gémeos.
Mas depois há os sinais que confirmam isso, e há os sinais que confirmam o contrário. Afinal qual foi a filha que morreu? E a que morreu desapareceu realmente ou anda a pairar por ali, porque ficou para sempre presa à irmã? Porque sendo gémeas as suas almas não se separam?
E a relação entre Sarah e Angus começa a ficar de cortar à faca. Um ambiente pesadíssimo, tenso, onde se cria constantemente o suspense de saber quando é que um vai apertar o pescoço ao outro.
Porque afinal há segredos, há revelações, quer sobre um quer sobre o outro, e há coisas mal explicadas sobre o dia do acidente, sobre ambos e sobre as gémeas.
A parte sobre a possibilidade do fantasma da gémea falecida é altamente psicótica, e tudo nos deixa de cabelos em pé e arrepiados.
A escrita é de uma rapidez incrível, uma pessoa tem muita dificuldade em largar o livro, porque quer ler sempre mais e mais.
Sei que ao longo do livro a expressão que mais usei foi "what?"...
Foi surpreendente do início até ao fim e, apesar do final doloroso, acaba por ser também o final que nos traz mais tranquilidade. E é um final brilhantemente escrito, porque somos conduzidos a pensar que vai terminar de outra forma.
É um thriller psicológico do melhor que já li!