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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Leituras terminadas durante as férias

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SINOPSE

Pieta tem um segredo.
Há 10 anos, Pieta foi raptada por um homem que se autointitulava "O Assassino da Venda", e que prometeu não a matar se mantivesse os olhos fechados por 48 horas. Pieta nunca contou a ninguém o que lhe aconteceu, decidindo seguir com a sua vida como se nada se tivesse passado. Mas quando "O Assassino da Venda" começa a perseguir as vítimas sobreviventes, Pieta percebe que terá de revelar o seu segredo para salvar a própria vida...

Jody tem um segredo
Há 15 anos, Jody, polícia, cometeu um erro terrível que permitiu que o criminoso em série conhecido como "O Assassino da Venda" escapasse em liberdade. Ao descobrir que a jornalista Pieta sobreviveu a um ataque desse mesmo homem, Jody percebe que talvez tenha encontrado uma forma de o apanhar. Mas essa decisão poderá colocar a vida de duas pessoas inocentes em risco...
Pieta e Jody mantiveram o silêncio para se protegerem. Se o revelarem agora, estarão a salvar ou a sacrificar alguém?

 

Fui de férias e não quis deixar de levar a Dorothy comigo. Já não lia um livro dela há algum tempo e pareceu-me uma boa altura.

Então...sobre este livro...gostei, é um livro com o toque da Dorothy mas, infelizmente não foi de todo o melhor livro da autora.

A história parte de uma premissa interessante. Para mim, não é um thriller (ao contrário do que se anuncia), é mais um drama policial, mas ficou um pouco aquém das minhas expectativas.

O livro lê-se rápido, mas durante um bom bocado, se calhar pelo menos umas 150 páginas senti que a história não estava a ir a lado nenhum, enrolou ali imenso tempo na mesma coisa e já me estava a aborrecer.

Depois lá arranca, percebemos como estas duas personagens se vão relacionar, ficamos intrigados com os crimes e com a vítima que pretende contar a sua história e é uma surpresa interessante a parte de descobrir o assassino e as suas motivações.

Mas, achei que o livro tem um ritmo estranho. Primeiro enrola, depois torna-se interessante, depois parece que perde novamente o fôlego, mas depois a Pieta parece que sai de um momento para o outro da situação em que vivia há 10 anos, e depois há umas coisas que se precipitam mas são algo previsíveis e não gostei lá muito do final. Houve ali umas situações que não achei muito justas e fizeram com que a história se concluisse com alguns amargos de boca.

Ainda assim dei-lhe 4 estrelas. O livro não é mau, é uma leitura interessante, mas esperava outro tipo de ritmo e de conclusão. Comparado com outros livros da Dorothy foi um pouco decepcionante.

***

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SINOPSE

Ela está em casa dela. Ela conhece todos os seus segredos. Agora, ela quer destruí-la.

Jo Ferguson está feliz por se mudar para casa da sua melhor amiga, em Londres. O luxuoso apartamento de alta tecnologia é gerido por uma meticulosa assistente virtual chamada Electra, que, entre outras coisas, cuida do aquecimento e das luzes.

Certa noite, porém, Electra diz uma frase que ameaça fazer ruir o mundo de Jo: Sei o que fizeste. Jo fica aterrorizada. Porque no passado ela fez algo terrível. Algo imperdoável. Apenas duas outras pessoas conhecem o segredo de Jo, e elas nunca contariam a ninguém. Ou contariam?

À medida que um inverno rigoroso paralisa Londres, Jo começa a perceber que a assistente virtual não quer apenas controlá-la... Ela quer destruí-la.

 

Bom, resolvido o mistério do livro desaparecido, lá consegui terminar o Tremayne...

Este livro do Tremayne, um autor do qual li todos os livros anteriores publicados e dos quais gostei imenso, é completamente diferente dos anteriores. A dada altura até parece que o autor é diferente.

Porque muda completamente o cenário, muda o ambiente, muda a temática, não envolve situações creepy com crianças, enfim...

Mas, por vezes é bom ler um livro de um autor que foge um bocado ao que estamos habituados a ler, porque isso também mostra que o autor tem alguma versatilidade.

Faz-me lembrar a Dorothy, que ora escreve um romance, ora escreve um drama, ora um policial. 

E esta história perdeu aquele ambiente gótico, inóspito, aquele vibrar em torno de uma história sempre ali a roçar o terror, mas ainda assim foi uma história muito interessante, que aborda algo de muito actual - as novas tecnologias e a inteligência artificial - e fez-me eriçar bastante os pêlos. Porque aqui por casa também temos uma destas "assistentes" virtuais. Não a usamos ainda para certas funções tipo acender as luzes, fechar e abrir portas, regular electrodomésticos, mas tem algumas dessas potencialidades. E eu sempre me arrepiei um bocado com estas coisas. Nem sempre quero dar o ar de ser info-excluída e anti-tecnologia, mas estas coisas da inteligência artificial dão-me um bocado de calafrios. E se tem dias em que é giro dizer "Alexa, play Ed Sheeran" ou "Alexa, add tomatoes to my shopping list", por vezes apetece-me dizer "Alexa, fuck you" ou "Alexa, go away". Parece que tenho sempre aquele receio de que um dia a Alexa takes over the house...Manias...

E o livro é muito bem escrito, tem um enredo interessante, uma personagem principal pouco credível, no sentido em que estamos constantemente a pensar se as coisas estão mesmo a acontecer ou é tudo na cabeça dela, e temos várias personagens que poderiam de facto estar por detrás da situação assustadora em que Jo vive. Ainda que tenhamos de tentar perceber as motivações.

Gostei do ritmo, gostei da conclusão, gostei do ambiente de psicologia frenética.

E gostei de ler algo diferente deste autor.

Só achei um pouco injustas as motivações...

Contudo, por uma questão de comparação, prefiro os livros anteriores e por essa razão dei apenas 4 estrelas a este livro.

Ainda assim é um livro que recomendo. Especialmente para pessoas que tenham alguma dificuldade em ler os outros livros de Tremayne, por terem aquele clima mais arrepiante.

 

***

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Para quem me lê ou conhece há algum tempo sabe que este é um dos meus livros preferidos. Desde que o li que o recomendo. Mas li este livro há mais de 20 anos, pouco depois de terminar o 12º ano, talvez no ano seguinte ou assim.

Depois vi o filme e tive sempre esta história presente, até porque também adorei o filme, foi uma excelente adaptação. Mas dei por mim a pensar se, ao fim de mais de 20 anos, ainda o poderia continuar a recomendar da mesma forma e se ainda iria adorar caso o relesse. Ou se já não iria achar a mesma piada.

Pelo que, nestas férias, decidi reler finalmente este livro. É muito raro fazer releituras porque tenho sempre imensos livros para ler e há sempre novidades a entrar para a wishlist e portanto o tempo não dá para tudo. A fila anda, né?

Posso então dizer que sim, este livro continua a ser um dos meus preferidos e irei continuar a recomendar a sua leitura.

Adorei reler esta história. É engraçado que às vezes, em livros bem mais recentes, quero lembrar-me da história ou de detalhes e não consigo. Mas percebi, ao folhear este livro, que ainda tinha a maioria da história presente e lembrava-me bem de certos detalhes.

E foi maravilhoso voltar a esta história tão estranha, tão curiosa e tão bem escrita, sobre este assassino bizarro. É um livro muito descritivo e voltei a adorar especialmente as descrições sobre os cheiros, sobre conhecer o mundo através de um nariz. 

Sim, é uma história bizarra, sim é uma história sobre um assassino e sim é uma história com um final muito bizarro.

Mas é fantástica! 

Leiam se ainda não leram!

 

SINOPSE

Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele - nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua - uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor. 

 

 

 

 

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