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Curly aos Bocadinhos

Curly aos Bocadinhos

Sobre as capacidades...

O Marcos entrou na escola primária a saber ler e escrever. E a conhecer já alguns números. E a conseguir escrever sozinho algumas frases longas. Lembro-me de um dia com a irmã se terem posto a brincar e ele escreveu uma página de texto sozinho onde lhe corrigi 2 palavras.

Nunca foi nossa intenção que ele já chegasse à primária a saber tanto. Mas o miúdo começou cedo a ser curioso e aprendeu mais rápido do que esperávamos.

Depois no ano passado, no Jardim de Infância começaram com aquela cena do livro-vai-vem, dos quais acho que apenas lhe li 2, todos os outros era ela que os lia para nós, às vezes mais do que uma vez, quando era mais pequeno ou lhe interessava a história.

O meu receio veio a confirmar-se, pelo menos nesta fase.

Contactei por email a sua professora no sentido de obter algum feedback sobre a sua aprendizagem e comportamento.

A professora respondeu, num tom a roçar um bocadinho o cáustico, que como eu bem sei, ele já sabe ler e escrever, pelo que às vezes se porta um bocado mal, porque como desmotiva e se desinteressa, começa na conversa.

Senti aquilo quase como um “malditos pais que ensinaram o miúdo a ler”. Mas lá disse que o “aproveita” para ler aos colegas frases e textos dos livros, tipo os enunciados dos exercícios, etc.

E agora?

Se calhar a professora tem de arranjar alguma forma de o manter interessado.

Como é óbvio, para um miúdo que sabe ler, passar uma manhã a escrever o “i” ou o “u”, é capaz de ser aborrecido.

Mesmo assim, o que ainda o deve manter minimamente interessado, é o facto de estarem a aprender a escrita “à primária”, já que ele sempre escreveu em letra à máquina. E isso é algo de novo, aprender a desenhar as letras de outra forma.

Eu sei que em casa tenho de lhe explicar que, mesmo que esteja um pouco aborrecido, tem de se portar bem e não começar na conversa, porque senão leva os vermelhos no comportamento.

Mas se a professora o vir na conversa, se calhar podia dar-lhe algo que fazer para o manter ocupado.

Sei lá, pedir-lhe para fazer um desenho, para escrever um texto, para ler um livro.

O que me sugerem?

Quem mais já passou por isto? Como contornaram a coisa?



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